Rock the City

Lifestyle setembro 25, 2017

Rock the City é o primeiro passeio que sempre indico para quem vem para Amsterdam. É um combo de três passeios bem legais que pouca gente sabe que existe. A vantagem desse combo além de ser a metade do valor individual de cada passeio é que você consegue fazer tudo no mesmo dia. Aliás, você só pode fazer no mesmo dia. Pagando 25 euros, o passseio inclui, Heineken Experience, passeio de barco e A’dam look out. A ordem de início do passeio vai depender de você, pode começar tanto na Heineken quanto no A’dam, que fica no norte e além de uma vista de 360 graus de tirar o folego tem um balanço a mais de 150m de altura. (O valor para ir no balanço é a parte e custa 5 euros e vale muuuito a pena!)

Comecei pelo A’dam que fica no lado Norte de Amsterdam, e para chegar lá é só ir até a estação central e pegar o ferri que funciona 24 horas por dia e é de graça. Aliás, a única coisa de graça que você vai achar em Amsterdam vão ser esses ferris, que sai para três direções diferentes.

A vantagem de começar pelo A’Dam é que você não precisa pegar fila e nem agendar. É só chegar, comprar o bilhete ‘Rock the City’ e o adicional do balanço e pronto. No ticket tem escrito os horários de saída do barco na frente do prédio. Assim dá pra curtir a degustação final na Heineken tranquilamente. Até chegar no topo do prédio você tem várias opções de entretenimento e lugares para fazer fotos. É bem legal e ainda te mandam por e-mail e não paga nada.

Quando você chega lá em cima a vista é só essa… Sensacional! O sol não colaborou muito, mas Amsterdam é isso. Nuvens! 

A fila do balanço é bem rápida e animada. Com música e tudo! Infelizmente você não pode subir no balanço com nada na mão. Mas se pedir, o pessoal tira fotos do seu celular pra você.

Depois do balanço, o barco da Heineken vai estar te esperando na frente do prédio. O passeio pelos canais dura aproximadamente 40 minutos e é um espetáculo a parte.

Chegando na Heineken a melhor parte é furar a fila, que quase sempre está virando a esquina.

Eu já fui na Heineken Experience duas vezes e cada vez é uma surpresa. Um dos passeios mais interativos que tive a oportunidade de ir até hoje, eles estão sempre mudando e melhorando. Vale muito a pena.

O passeio funciona como uma linha do tempo. Desde o início da Heineken, como tudo começou, primeiras embalagens, campanhas de marketing, exportações, composição da cerveja, teste de qualidade, processo de fermentação e distribuição. Com direito a simulador de fermentação e tudo mais. 

O controle de qualidade é sem dúvida uma das melhores partes. hahaha Quando chegamos nos dias atuais na linha de evolução da cervejaria temos a certeza de que o marketing de uma empresa, faz sim, toda a diferença. Como eles mesmo dizem nas apresentações, eles não produzem só uma cerveja, produzem a melhor cerveja do mundo. E estão ativamente presentes no mundo todo mesmo. Com suas campanhas promocionais inovando a cada dia.

Para os apreciadores de cerveja e fãs de esporte, o conselho é  sempre deixar a Heineken por último. O tempo é ilimitado e no final da história toda você encontra várias opções de entretenimento. Sala de jogos e tudo mais. Simuladores para servir a sua cerveja na posição e proporção correta. Cabines de foto, Karaokê, Futebol de mesa, vídeo games e por aí vai. A presença e insentivo da marca nos esportes. Um verdadeiro parque de diversão para maiores de idade. hahaha

Como já era de se esperar, o tour termina no bar. Na entrada você recebe uma pulseira com dois pins para trocar por cerveja no bar. Não perca por nada essa pulseira. hahaha

E aqui termino mais uma dica e opção de passeio que adorei fazer aqui em Amsterdam. Espero que gostem e aproveitem. Até a próxima!

See you!

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Escrito Por maria lucaroni

Street Food

Gastronomia agosto 23, 2017

Hello people! Este será o primeiro post de uma série de posts gastronômicos de Amsterdam. Com street food (comida de rua), restaurantes, bares e tudo relacionado com comida e bebida que eu provar e aprovar! hahaha Mas não signifique que os reprovados não vão aparecer aqui. Afinal de contas, paladares são relativos. O que pode ser bom pra mim, talvez não seja pra você.

Então vamos lá. Para começar selecionei três lugares bem típicos daqui. Não só de Amsterdam, mas da Holanda. E que se você vier aqui, ou já estiver aqui, tem que comer. Entre um passeio e outro, não vai ser difícil encontrá-los pelo caminho.

 

Bagels & Beans

Eu já fui várias vezes na Begels & Beans, e até hoje não consegui escolher um. Todos são maravilhosos. Tudo fresquinho e muito saboroso. Esse pãozinho que mais parece uma rosquinha, é bem tradicional por aqui.

Você escolhe o recheio e o tipo do pão. São 8 opções de begels, de integral, glúten free, a doce. Eles seguem uma linha mais natureba. Muita salada, hummus, geleias agridoces, uma mais saborosa que a outra. O de frango defumado vem com uma geleia de manga com pimenta sensacional. Com sucos e shakes naturais, feitos na hora, saladas de frutas e saladas normais também. O cardápio deles é bem variado. Inclusive o suco verde é uma delícia.

Eu já fui várias vezes na Begels & Beans, e até hoje não consegui escolher um. Todos são maravilhosos. Tudo fresquinho e muito saboroso. Esse pãozinho que mais parece uma rosquinha, é bem tradicional por aqui.

O que para alguns pode ser um defeito, é que eles não vendem bebidas alcoólicas. E o que para mim é bem difícil aceitar, é que eles fecham as 18:00hs, mesmo estando no verão, que escurece depois das 22:00hs. Então já fica sabendo que você tem que se programar para pegar tudo aberto. Em relação aos valores, um begel e uma bebida não vai passar de 12 euros e estão espalhados por toda a cidade.

Haring

É o peixinho mais famoso da Holanda e os holandeses amam. Essa barraquinha é a mais famosa e tem ela na esquina do Mercado das flores, atrás da Dam e ao lado da Estação central. O Haring nada mais é do que peixe cru servido com picles e cebola. Custa 4,50€ e se você gosta de provar dos costumes regionais, tem que experimentar.

Para quem não gosta de sushi, acho que vai ser mais complicado um pouco comer. hahaha Tem um cheiro bem forte, mas se comendo tudo junto, é gostoso. É tão comum entre os holandeses, que você acha até no supermercado, as bandejinhas com os filés e a porçãozinha de cebola picada.

Febo

É uma franquia de fast food bem diferente. Além de ter o típico croquete Dutch, é Self-service. Você coloca as moedinhas e pega da parede. É tudo quentinho com a reposição feita na hora. Como se vê o melhor é o preço. hahaha O croquete é delícia e de tão quente, até queima a boca.

Como toda e boa franquia, a Febo está por todos os lados também. Principalmente no fluxo turístico.

 

Espero que tenham gostado das dicas e nos vemos em breve!!!

Beijos de luz, see you!

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Escrito Por maria lucaroni

Cidadania Italiana

Lifestyle julho 18, 2017

De quando comecei com o blog já pensava nesse post, mas preferi esperar até organizar todos os meus documentos. E sim, só consegui essa façanha 13 meses depois. Semana passada finalmente peguei meu passaporte italiano e estou ok com toda a minha documentação. Então vamos lá…

Eu recebo muitas dúvidas a respeito de processos de cidadania e documentos necessários, e infelizmente não consigo ajudar muito. Eu não tenho essas informações pelo fato de que eu não passei por esse processo. O meu caso foi mais “simples” um pouco. Meu avô materno era italiano e automaticamente o direito da cidadania passou para a minha mãe, que passou para mim. Eu nasci cidadã italiana. Então não precisei solicitar o direito a cidadania. O que eu sei é que mesmo assim, não foi nada fácil conseguir concluir minha documentação.

Tudo começou quando eu cheguei na Itália em maio de 2016 e dei início na saga para fazer minha identidade. Meu avô nasceu em Gubbio, na região da Umbria, e teoricamente eu deveria estar registrada na Comune de Gubbio, na pasta do meu avô junto com a minha mãe e tios. Mas não! Eu não estava. Fui questionada se eu realmente seria cidadã, sendo que desde os 18 anos eu recebia no Brasil as cédulas de votação. Fui várias vezes a Gubbio e nada. Ninguém me achava no sistema. Até que depois de muito custo, descobri que eu como cidadã italiana residente no exterior estaria registrada na Comune de Roma Capital. Depois de um certo ano, que não sei dizer qual, todo os cidadãos italianos residentes no exterior passou a ser registrado em Roma Capital. O problema é que nem eles sabiam disso.

Então fui para Roma, achando que minha vida estava resolvida. Mas não! O buraco era mais embaixo. rs. Vi muita gente chegar no guichê para ser atendido e ser muito mal atendido, mandado embora, sair gritando, com raiva, e até chorando. Como bons italianos do sangue quente, os ineficientes funcionários públicos não seriam diferente. Confesso que fiquei assustada. Perdi a conta de quantas vezes fui em Roma, quantas vezes contei a minha história e quantas vezes fui e voltei sem consegui resolver nada. Acho que passei por todos os departamentos daquela Comune. No final das contas, muita gente já me conhecia. hahaha

Depois dessa saga de gritos e incertezas, me acharam no sistema. Mas tinha um problema. Na hora da minha transcrição Brasil – Itália, a abençoada da pessoas que abrir meu registro, me transcreveu só com o meu sobrenome paterno. Que não é o meu sobrenome italiano. O problema não era esse, porque na Itália o sobrenome que prevalece é o paterno. Ok! Mas no meu caso, essa pessoa se esqueceu de fazer uma observação no meu “Ato di nascita”. Que de acordo com a lei fulana de tal, número de tal a tal, (que prevalece o sobrenome do pai), eu Maria Elisa Lucaroni Vilela, em território italiano seria apenas Maria Elisa Vilela. Era só isso! Mas não, ela me registrou direto como Maria Elisa Vilela sem nenhuma observação nem nada. Fui fazer minha identidade e em todos os meus documentos, até então brasileiros, apresentavam os meus dois sobrenomes. Recebi aos gritos a informação de que eu não era eu. No Brasil eu era uma pessoa e na Itália era outra, e teria que provar para eles que eu, era eu. Confuso né!? Eu que o diga. Quanto estresse! Meu Deus! Foi uma verdadeira saga.

Se engana que pensa que eu fiquei calada. Aprendi a gritar como eles! E o que me deixava em choque é que o primeiro contato dos funcionários públicos italianos é sempre com falta de educação. São grosseiros. Não te dão atenção e se não sabem resolver seu caso, simplesmente gritam com você e te manda embora. Mas se você grita mais alto, bate na mesa, e devolve as grosserias, eles resolvem seu problema. Procuram ajuda, ligam pra um, pra outro, te tratam melhor. Dá para entender um povo desse?? Foi então que comecei a resolver a minha vida. Tive que abrir vários processos, e não davam e nada. Até quando Deus colocou um anjo no meu caminho. Conheci um dos supervisores de um departamento, que não só abraçou a minha causa como me ajudou a resolve-la. E eu só conheci ele graças a uns gritos que eu dei, depois de me dizerem que eles não poderia fazer nada. Sendo que o erro foi deles.

Descobri que isso acontece muito. Transcrições erradas, documentos e registros perdidos. E que em muitos casos os italianos que foram para o Brasil no cenário da Segunda Guerra Mundial, mudavam os nomes, sobrenomes, escritas, ai já viu né!? Chega na Itália nada bate e a luta parece não ter fim. Se você que o Brasil é bagunçado, eu acho que somos apenas aprendizes da Itália. Misericórdia! E o tanto de gente que tem dentro das repartições que não fazem ideia do que realmente deveriam fazer. É um sentimento de impotência tão grande, que só quem vive isso consegue entender.

Consegui fazer a minha primeira identidade, que é de papel, com o endereço do Brasil, sem o sobrenome italiano. Para depois entrar com o pedido para fixar residência, fazer o “Codice Fiscale”, “Tessera Sanitária”, para 4 meses depois, conseguir fazer a identidade eletrônica, que possui todos esses dados. Depois disso, tive que entrar com um pedido para voltarem o meu sobrenome materno, ou simplesmente emitirem uma carta documento, em que comprovariam que, eu Maria Elisa Lucaroni Vilela e Maria Elisa Vilela, era a mesma pessoa. E foi o que eles fizeram. Negaram o meu pedido de voltar o meu sobrenome Lucaroni, e emitiram a carta comprovando que eu, sou eu. É mole? E lá se foram mais meses. Só então que eu pude solicitar o meu passaporte italiano.

E lá se foram 13 meses. Esse post pode não ser tão útil quanto você esperava. Mas a minha intenção é te dizer para que não desista. É desanimador mesmo. Mas resista. Seja firme. Grite. Chore. Não aceite um não tem jeito, e ok. Não! Tem jeito sim! Exija soluções! Prazos! Mande emails, ligue, vai atrás. Eu quase desisti, mas fiquei firme. E aqui estou, documentada e usufruindo dos meus direitos como cidadã européia que sou. E não vou parar por aqui não. Quero meu sobrenome italiano de volta sim! É horrível você passar a vida toda escrevendo seu nome completo, e do nada você não poder usá-lo mais. Isso mexe com o psicológico da gente! Rs.

A Itália é uma bagunça danada, burocráticos e estúpidos. Mas é um país maravilhoso e acolhedor. Ahhh o calor dos italianos! Só perdem para nós brasileiros. Itália está não só no meu sangue, como já faz parte de mim. Agora sim posso dizer que sou “ítalo-brasiliana”.

Beijos de luz,

Maria.

 

 

 

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Escrito Por maria lucaroni
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