Street Food

Gastronomia agosto 23, 2017

Hello people! Este será o primeiro post de uma série de posts gastronômicos de Amsterdam. Com street food (comida de rua), restaurantes, bares e tudo relacionado com comida e bebida que eu provar e aprovar! hahaha Mas não signifique que os reprovados não vão aparecer aqui. Afinal de contas, paladares são relativos. O que pode ser bom pra mim, talvez não seja pra você.

Então vamos lá. Para começar selecionei três lugares bem típicos daqui. Não só de Amsterdam, mas da Holanda. E que se você vier aqui, ou já estiver aqui, tem que comer. Entre um passeio e outro, não vai ser difícil encontrá-los pelo caminho.

 

Bagels & Beans

Eu já fui várias vezes na Begels & Beans, e até hoje não consegui escolher um. Todos são maravilhosos. Tudo fresquinho e muito saboroso. Esse pãozinho que mais parece uma rosquinha, é bem tradicional por aqui.

Você escolhe o recheio e o tipo do pão. São 8 opções de begels, de integral, glúten free, a doce. Eles seguem uma linha mais natureba. Muita salada, hummus, geleias agridoces, uma mais saborosa que a outra. O de frango defumado vem com uma geleia de manga com pimenta sensacional. Com sucos e shakes naturais, feitos na hora, saladas de frutas e saladas normais também. O cardápio deles é bem variado. Inclusive o suco verde é uma delícia.

Eu já fui várias vezes na Begels & Beans, e até hoje não consegui escolher um. Todos são maravilhosos. Tudo fresquinho e muito saboroso. Esse pãozinho que mais parece uma rosquinha, é bem tradicional por aqui.

O que para alguns pode ser um defeito, é que eles não vendem bebidas alcoólicas. E o que para mim é bem difícil aceitar, é que eles fecham as 18:00hs, mesmo estando no verão, que escurece depois das 22:00hs. Então já fica sabendo que você tem que se programar para pegar tudo aberto. Em relação aos valores, um begel e uma bebida não vai passar de 12 euros e estão espalhados por toda a cidade.

Haring

É o peixinho mais famoso da Holanda e os holandeses amam. Essa barraquinha é a mais famosa e tem ela na esquina do Mercado das flores, atrás da Dam e ao lado da Estação central. O Haring nada mais é do que peixe cru servido com picles e cebola. Custa 4,50€ e se você gosta de provar dos costumes regionais, tem que experimentar.

Para quem não gosta de sushi, acho que vai ser mais complicado um pouco comer. hahaha Tem um cheiro bem forte, mas se comendo tudo junto, é gostoso. É tão comum entre os holandeses, que você acha até no supermercado, as bandejinhas com os filés e a porçãozinha de cebola picada.

Febo

É uma franquia de fast food bem diferente. Além de ter o típico croquete Dutch, é Self-service. Você coloca as moedinhas e pega da parede. É tudo quentinho com a reposição feita na hora. Como se vê o melhor é o preço. hahaha O croquete é delícia e de tão quente, até queima a boca.

Como toda e boa franquia, a Febo está por todos os lados também. Principalmente no fluxo turístico.

 

Espero que tenham gostado das dicas e nos vemos em breve!!!

Beijos de luz, see you!

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Escrito Por maria lucaroni

5 lugares para comer bem em Malta

Gastronomia maio 04, 2017

Nesse tempo morando em Malta, tive a oportunidade de conhecer vários restaurantes e um pouco da gastronomia maltesa de um modo geral. Para esse post escolhi os meu 5 lugares que mais gostei e indico para se comer bem com um preço justo. Nesses 5, vamos de restaurante tradicional maltês a comida de rua. Estão prontos? Eu já estou com fome, como sempre! hahaha

Ta’ Kris

Vir para Malta e não provar da culinária maltesa pode ser considerado um pecado capital. Depois de ir em alguns, eu e minha turma de degustadores recebemos indicações e só elogios do Ta’ Kris. Ele fica em Sliema e vale muito a pena o deslocamento de onde é que você esteja em Malta. É um Bistrô Maltês que atende turistas mas que é muito frequentado por nativos, o que não deixa de ser um ótimo sinal. As porções são super fartas, eu diria até exageradas. O carro chefe da casa são os pratos com coelho, que é uma tradição bem forte na ilha. Eles oferecem desde o coelho acompanhado de legumes à pasta fresca com molho de coelho. É muito bom mesmo! A culinária maltesa é bem marcante. Carregada de condimentos e especiarias, recebeu muita influências dos Árabes. O curry, que é um mix de especiarias, é  frequente por aqui. Para jantar no Ta’ Kris a reserva é obrigatória. Eles estão no Facebook e possuem um site também, que tem até o cardápio. Se você não quiser ligar é só mandar in-box no Facebook que eles respondem.

 

Bebbux

Coelho ao vinho tinto

Spaghetti ao molho de coelho

O Bebbux é bem famoso por aqui e os malteses amam. É uma espécie de caramujo bem pequeno e tem que ter paciência pra comer. Eu provei mas particularmente não consegui formar um opinião a respeito! hahaha O coelho ao vinho tinto é muito saboroso. O ponto da carne é perfeito e derrete na boca. Fantástico. O spaghetti tem o mesmo molho do coelho e é bem gostoso também, com massa fresca e ao dente. (Se você não gosta de massa ao dente é importante avisar o garçom na hora que estiver fazendo o pedido).

A carta de doces também não fica para trás. Tem um doce típico de Malta que parece um bolinho de chuva de mel com ricota dentro, é o Helu Malti. Mas tem também petit gateau e mousses do dia.

Il Malti

Uma versão modernizada da culinária maltesa o Il Malti está na orla de Sliema. Recém inaugurado, além de ser um verdadeiro charme na decoração é uma loucura de sabores e qualidade. Quando você come, sente que tudo é fresquinho. Foi lá que eu comi o melhor polvo da minha vida. Sério! Quem vier a Malta tem que ir lá. Pode ser que o atendimento deixe a desejar um pouquinho, mas está dentro do padrão Maltês. (É triste, mas é verdade). Sorria e a vida continua.

 

As abobrinhas receadas com carne moída mista são bem saborosas. Do meu polvo nem preciso falar né!? hahaha O Ravioli de ricota também é muito bom e um opção para os vegetarianos. O spaghetti a marinara é um mix de frutos do mar muito bom também. Logo que cheguei aqui estranhei um pouco os temperos. Muitas vezes achei que faltava sal na comida. Uma coisa que sempre faço é pedir sugestões para os atendentes. Eles geralmente avisam quando o prato é mais para o doce do que para o sal. Sou fiel ao polvo mas tudo é gostoso e eu diria até que barato. As porções são nível Malta, mas nada comparadas com o Ta’ Kris. Vários pratos tem a opção do tamanho menor que seria a entrada, e eu sempre peço o menor e saio feliz e satisfeita e pagando pouco. Eles estão no Facebook e até então não é necessário reservar antes. 

Abobrinha receada

Polvo ao alho e tomate cereja

Spaghetti a marinara

Carne com legumes

Ravioli de ricota

 

The pulled meat company

Em Valletta, esse é classificado como Street food e que te oferece algumas opções bem tradicionais de Malta. Super organizado, um atendimento show de bola sem falar que é uma delícia. Descobri eles em uma promoção que fizeram no Facebook e já quis logo ir provar. Valeu a viagem. Como já diz o nome, o foco é carne. São diversos tipos de pães com a opção de carne de vaca e de porco. Tudo feito na hora e quentinho. Eu comi um dos mais pedidos com carne de porco no pão Maltês. Maravilhoso. A carne de porco esta deliciosa e no ponto. Além de comer muito bem eles ainda oferecem várias opções de cervejas artesanais e ainda te indicam qual harmoniza melhor com o seu pão. Reservas são desnecessárias. É só chegar e desfrutar de um ambiente bem agradável com mesas nas rua do centro da capital maltesa.

Fiquei fã do atendimento desses meninos. Eles deveriam ensinar para os atendentes da ilhota como tratar um cliente. Voltarei sem medo de ser feliz. hahaha

 

Himù

É um restaurante italiano especializado em mozzarella e fica em Gzira. Eles produzem mozzarella de búfala diariamente e fornecem também para vários restaurantes da ilha. Para você que assim como eu pensou que as búfalas eram moradoras da ilha, se enganou. hahaha A fazenda leiteira da Himù fica em Nápoli, na Itália e eles transportam o leite semanalmente. (Não sei dizer precisamente quantas vezes. Mas posso afirmar sobre a produção diária de mozzarella). Eles oferecem várias opções de aperitivos com e sem mozzarella, buratta, paninos, pizzas com a massa feita por eles e na hora. E você tem a opção de pedir pra levar.  É muito bom mesmo. Vale a pena. Além de várias opções de vinhos e cervejas artesanais italianas é claro. E não posso deixar de falar do pão deles! Sensacional. E fresquinho também.

Estão no Facebook e a reserva é necessária. Mas se você preferir só um Happy Hour, não precisa de reserva e vai das 17 às 19hs.

 

Mozzarella de bufala

Bruschetta

 

KuYa Asian Pub

E por último mas não menos importante, a minha primeira experiência Tailandesa. Gente que maravilha de culinária. Um mix de sabores e texturas. Amei. O Kuya está em St. Julians e foi o restaurante que eu mais tive dificuldade em reservar. Eles começaram aqui em Malta em um food truck e mantiveram um pouco desse sistema. O espaço é pequeno com mesas limitadíssimas e está sempre com lotação máxima. Mas quando achei eles no Facebook foi mais fácil e me responderam super rápido. Estava tudo maravilhoso, desde as entradas, prato principal e sobremesas. A culinária Tailandesa é bem diferente do que o nosso paladar está acostumado. Para quem não gosta de agridoce pode encontrar um pouco de dificuldade. Eu que não sou lá muito fã de pimenta sofri um pouco. Mas estava tão bom que mesmo com o nariz escorrendo continuei comendo! hahhaha

 

Frango Tori

Lula empanada

Gyoza

Pad Ka Po – Carne

Steamed cod – Bacalhau

Bang Bang – Frango

O que falar das sobremesas?! Pedimos várias e fizemos uma degustação. A panna cotta é uma especialidade italiana e com a adição do coco ralado ficou ainda melhor. Sticky rice mango é algo inexplicável. Um arroz cozido na água com açúcar e servido com sorvete de coco por cima e cubinhos de manga gelada. Vocês não estão intendendo o que é essa sobremesa. Nunca imaginaria. Quente e frio e várias texturas. Já o Not banofee pie é uma banana gratinada servida com cookies, sorvete de baunilha e calda de caramelo.

Panna cotta com coco

Sticky rice mango

Not banafee pie

Acho que não tem dinheiro melhor investido em viagens do que em comida. Gasto feliz da vida e acho super importante conhecer a culinária do lugar que você visita. Afinal de contas a comida faz parte da história do lugar. Dos costumes e tradições. Esses foram os 5 lugares que eu fui muito feliz em visitar e comi muito bem pagando um preço justo. Aprovo e super recomendo. Se vier a Malta não deixe de experimentá-los. Você não vai se arrepender. E se gostar das minhas dicas não se esqueça de compartilhar com seu amigos.

Um beijo e até semana que vem!

See you!

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Escrito Por maria lucaroni

Pasta Italiana

Gastronomia fevereiro 09, 2017

Oi gente! Bom, depois de meses na Itália, não poderia ir embora sem postar alguma receitinha daqui. E nada mais italiano do que macarrão né!? Nesse post desvendaremos o segredo da boa e velha pasta italiana. Que na verdade não tem segredo nenhum. Super simples e fácil de fazer. Fiz o passo a passo da preparação da massa, que é uma massa base. O que muda é só o formato e o molho ou tempero na preparação. Vem comigo que não vão se arrepender…

5 ovos

Em um superfície plana, acrescente as farinhas e misture bem. (Aqui eles usam uma placa de madeira específica para fazer essa massa. Mas pode ser em qualquer outro lugar. Contando que seja plano. Na pedra da pia ou mesa, por exemplo)

Faça um buraco no meio das farinhas e quebre os ovos.

Misture com movimentos giratórios até que as gemas se rompam.

Acrescente a dose de vinho branco e misture até que toda a farinha se incorpore.

Se necessário, com a ajuda de uma faca raspe a superfície e sove até que a massa chegue nessa consistência. (Muito cuidado para não colocar vinho demais!)

Cubra com uma vasilha de plástico e deixe descansar por 1 hora. (Dizendo a nonna que o plástico faz a diferença na consistência final da massa. Eu acreditei. rs)

Depois de descansada a massa vai estar assim. Pronta para abrir. Nós usamos um cilindro manual para abrir. O que facilita bastante o processo. Mas pode abrir com o abridor convencional mesmo. Aquele de madeira.

Comece a abrir a massa por partes, sempre passando um pouco de farinha para a massa não grudar. Comece com o cilindro mais aberto e vá fechando aos poucos.

Repita esse processo até que a massa fique lisinha. Sempre dobrando e passando farinha.

Forre a mesa com panos de prato e estique. Diminua a abertura do cilindro e passa mais duas ou três vezes. Já não é mais necessário dobrar.

Diminua mais ainda a abertura do cilindro e repita o processo. Deixe as tiras descansarem por mais ou menos 1 hora, até que enxuguem, para poder cortar.

Depois de enxutas a massa está pronta, e o corte vai depender do que você vai querer. Se for lasanha é só cortar os quadrados ou retângulos de acordo com a sua preferência. (Massa que precisam ser pré-cozidas, como a lasanha, é preciso passar a massa já cortada em uma panela com água fervendo e sal, deixe até que a massa flutue. Tire da água quente e mergulhe na água fria. O choque térmico interrompe o cozimento. Depois enxugue com pano de prato, e já pode montar a lasanha.) Se for congelar, esse processo não é necessário. Distribua os pedações em uma travessa de papel e divida com papel filme, para que nenhum pedaço encoste no outro e grude.

Para Tagliatelle e Tagliolini, dobre as tiras como na foto. Das pontas para o centro. Até que se encontrem.

Dobre mais uma vez, até que fique um rolinho só.

Esse é o Tagliatelle. O mais comum. Depois de cortar, desenrole as tiras e se necessário passe um pouco de farinha. Se for congelar, é só guardar um pouco espaçado. Se for comer na hora é só colocar na água fervendo com sal e cozinhar.

Já o Tagliolini, as tiras são bem fininhas.

Os sobras de massa que não viram nem uma coisa e nem outra, eles picam em quadradinhos para fazer sopas. A mais comum é a de grão de bico e alguns colocam pedaços de pele de porco. É bem saboroso.

Pronto. É só isso! Eu mesma pensava que tinha um mistério enorme por trás da massa caseira italiana. Mas não. Bem simples. Claro que requer uma dedicação maior ao invés de comprar a massa pronta e colocar na água para cozinhar. Mas o sabor é inigualável.

Depois da massa pronta fizemos Tagliolini, no friozinho é maravilhoso. É bem uma sopa mesmo. Na água que vai cozinhar a massa, prepara o caldo. Com temperos e um pouco de molho de tomate para dar uma corzinha. E pedaços de cebola, alho poró, cenoura, só pra dar gosto.

Como segundo prato para acompanhar o Tagliolini, geralmente servem carne com batatas cozidas. Tem gente que come separado, mas eu particularmente prefiro tudo junto. Delícia. Agora é com vocês..

 

Buon Appetito!

Ingredientes:

275g de farinha de trigo

275g de farinha de semola

5 ovos

1 dose de vinho branco

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Escrito Por maria lucaroni
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