Morar em Amsterdam II

Lifestyle janeiro 11, 2018

Hello people!

Este post é uma sequência dos procedimentos necessários para quem quer morar em Amsterdam. Se você está chegando no blog agora, comece pelo primeiro post ‘Morar em Amsterdam’ que vai facilitar o seu intendimento. Lá no primeiro post eu falei como foi a minha chegada aqui em Amsterdam e o que precisei fazer em relação a moradia, custo de vida e trabalho. Daquele post até hoje aconteceram várias coisas importantes e que pode ajudar muita gente. Bora?

Bom, pra começar mudei de casa. Hoje moro no norte de Amsterdam e estou cada dia mais apaixonada por este lugar. Mas Maria, não é muito longe do centro!? – Não! É a distância perfeita entre necessidades e tranquilidade. Sem falar no custo benefício entre distância, metragem da casa e o valor do aluguel, é claro. Vale a pena dar uma olhada nessa região que está se desenvolvendo a cada dia e tem muito a oferecer em um futuro que está logo ali. A maioria das pessoas que chegam em Amsterdam tem a ilusão e a falta de informação de que morar dentro do anel do plano piloto é a melhor opção. Para turismo, talvez seja. Mas para morar não. O custo é muito alto e o grande fluxo de turistas deixa o centro caótico.

Consegui a minha casa em uma imobiliária no centro da cidade próximo a ‘Dam Square’. A imobiliária chama ‘Y Amsterdam Apartaments’ e fica na korte kolksteeg 1, 1012SK. E quem me atendeu foi o Dean. Excelente atendimento, sério e eficiente. Em 7 dias ele achou a casa, agendou as visitas, organizou a documentação e a negociação, sempre muito educado e solícito. Ele fala inglês e holandês e tenho certeza que fará de tudo para te ajudar o mais rápido possível. Mas não sejamos ingênuos, claro que tudo tem seu preço. Afinal de contas esse é o trabalho dele. Paguei como em todos os outros lugares, o valor de um mês de aluguel, que é o valor das corretagens aqui. Para falar com o Dean é só ligar ou mandar uma mensagem no WhatsApp no número +31 6 14 95 57 75 e agendar uma visita no escritório. Se você contar que pegou o contato dele no meu blog, tenho certeza que o atendimento será ainda melhor. hahaha

Depois do problema da casa resolvido, com o contrato de aluguel em mãos e no meu nome, consegui fazer o tão temido registro de residência. O primeiro passo é ligar na Gemeente para agendar um horário. No meu caso, demorou 30 dias para achar uma vaga. A espera é a parte mais demorada, porque lá na Gemeente é bem rapidinho e simples. Você vai precisar levar o contrato de aluguel, documento de identificação (passaporte), número do bsn e um documento que nem eu sabia que precisava que é o “birth certificate”. O que nada mais é do que a sua certidão de nascimento e que precisa ser traduzida para inglês ou holandês e estar apostilada e autenticada. Esse documento você consegue entrando em contato com a embaixada brasileira aqui na Holanda. Ou se você ainda estiver no Brasil, já fica sabendo que vai precisar desse documento e já providencie. Vai facilitar muito a sua vida. No meu caso, tenho que contactar a embaixada italiana. Já que o meu último endereço era na Itália e não no Brasil.

Esse documento não precisa ser entregue de imediato. Eu consegui me registrar e tenho 90 dias para levá-lo na Gemeente e se acaso eu precisar de mais tempo, é só entrar em contato com eles e fazer a solicitação de mais 90 dias e pronto, tudo certo. Em até 7 dias úteis vai chegar um carta na sua casa confirmando o seu registro e o seu novo endereço.

De acordo com a sequência que coloquei aqui no blog, só ficou faltando falar sobre o seguro saúde. Eu fiz o meu logo que comecei a trabalhar. Até porque é obrigatório e está ligado com o BSN. Ou seja, eles vão calcular o seu seguro de acordo com a data que você tirou seu BSN, e sim, você vai pagar retroativo, mesmo sem ter sido informado ou usado o serviço. Mas você consegue negociar e dividir em quantas vezes precisar até terminar de pagar. A empresa que trabalho tem convenio com a seguradora Zilveren Kruis e que não deixa de ser uma das melhores no custo benefício. Pago 108 euros por mês e tenho direito a hospital, dentista e farmácia. Claro que existem vários outros planos e coberturas. Enfim, você faz tudo pelo site que tem a versão em inglês e é super fácil. Em 5 dias úteis seu cartão saúde chegará na sua casa.

Depois de passar por todos esses procedimentos, hoje sou completamente legalizada em ordem com meus documentos, pagando minhas taxas e seguros. E posso dizer com experiência própria que o começo foi bem difícil. Pensei em desistir por várias vezes, mas que hoje, quando olho pra trás e vejo tudo o que tenho hoje, valeu a pena. E sair da Holanda não é algo que eu pense por agora. Eles são sim muito burocráticos, muitas vezes chatos e nos faz sentir que não deveríamos estar aqui, já que não é o nosso país de origem. Mas como disse o autor, ‘Tudo vale a pena se a alma não é pequena.’ E eu estou cada dia mais feliz e apaixonada por esse lugar e pela qualidade de vida que me oferece.

O que tenho pra te dizer é que mesmo se tudo parecer dar errado e você não conseguir enxergar a luz no final do túnel. Feche os olho e respire fundo. Não desista dos seus sonhos. Tudo tem seu tempo! Tudo! E isso tem sido cada dia mais vivo nos meus dias. Não adianta eu querer atropelar as coisas ou desejá-las no meu tempo se não está na hora. Sonhar é resistir. Resista! Persista!

Ficarei muito feliz em saber que te ajudei em alguma forma. Não deixe de me escrever. Estou aberta a sugestões de futuros posts. Muito obrigada! Em breve o blog voltará com força total e cheio de novidades. Que o novo ano te encha do novo. Novos sonhos, novas metas, novos desafios. E principalmente novas alegrias, novas conquistas. Feliz 2018! Luz! Seja luz!

See you!!!

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Escrito Por maria lucaroni

Rock the City

Lifestyle setembro 25, 2017

Rock the City é o primeiro passeio que sempre indico para quem vem para Amsterdam. É um combo de três passeios bem legais que pouca gente sabe que existe. A vantagem desse combo além de ser a metade do valor individual de cada passeio é que você consegue fazer tudo no mesmo dia. Aliás, você só pode fazer no mesmo dia. Pagando 25 euros, o passseio inclui, Heineken Experience, passeio de barco e A’dam look out. A ordem de início do passeio vai depender de você, pode começar tanto na Heineken quanto no A’dam, que fica no norte e além de uma vista de 360 graus de tirar o folego tem um balanço a mais de 150m de altura. (O valor para ir no balanço é a parte e custa 5 euros e vale muuuito a pena!)

Comecei pelo A’dam que fica no lado Norte de Amsterdam, e para chegar lá é só ir até a estação central e pegar o ferri que funciona 24 horas por dia e é de graça. Aliás, a única coisa de graça que você vai achar em Amsterdam vão ser esses ferris, que sai para três direções diferentes.

A vantagem de começar pelo A’Dam é que você não precisa pegar fila e nem agendar. É só chegar, comprar o bilhete ‘Rock the City’ e o adicional do balanço e pronto. No ticket tem escrito os horários de saída do barco na frente do prédio. Assim dá pra curtir a degustação final na Heineken tranquilamente. Até chegar no topo do prédio você tem várias opções de entretenimento e lugares para fazer fotos. É bem legal e ainda te mandam por e-mail e não paga nada.

Quando você chega lá em cima a vista é só essa… Sensacional! O sol não colaborou muito, mas Amsterdam é isso. Nuvens! 

A fila do balanço é bem rápida e animada. Com música e tudo! Infelizmente você não pode subir no balanço com nada na mão. Mas se pedir, o pessoal tira fotos do seu celular pra você.

Depois do balanço, o barco da Heineken vai estar te esperando na frente do prédio. O passeio pelos canais dura aproximadamente 40 minutos e é um espetáculo a parte.

Chegando na Heineken a melhor parte é furar a fila, que quase sempre está virando a esquina.

Eu já fui na Heineken Experience duas vezes e cada vez é uma surpresa. Um dos passeios mais interativos que tive a oportunidade de ir até hoje, eles estão sempre mudando e melhorando. Vale muito a pena.

O passeio funciona como uma linha do tempo. Desde o início da Heineken, como tudo começou, primeiras embalagens, campanhas de marketing, exportações, composição da cerveja, teste de qualidade, processo de fermentação e distribuição. Com direito a simulador de fermentação e tudo mais. 

O controle de qualidade é sem dúvida uma das melhores partes. hahaha Quando chegamos nos dias atuais na linha de evolução da cervejaria temos a certeza de que o marketing de uma empresa, faz sim, toda a diferença. Como eles mesmo dizem nas apresentações, eles não produzem só uma cerveja, produzem a melhor cerveja do mundo. E estão ativamente presentes no mundo todo mesmo. Com suas campanhas promocionais inovando a cada dia.

Para os apreciadores de cerveja e fãs de esporte, o conselho é  sempre deixar a Heineken por último. O tempo é ilimitado e no final da história toda você encontra várias opções de entretenimento. Sala de jogos e tudo mais. Simuladores para servir a sua cerveja na posição e proporção correta. Cabines de foto, Karaokê, Futebol de mesa, vídeo games e por aí vai. A presença e insentivo da marca nos esportes. Um verdadeiro parque de diversão para maiores de idade. hahaha

Como já era de se esperar, o tour termina no bar. Na entrada você recebe uma pulseira com dois pins para trocar por cerveja no bar. Não perca por nada essa pulseira. hahaha

E aqui termino mais uma dica e opção de passeio que adorei fazer aqui em Amsterdam. Espero que gostem e aproveitem. Até a próxima!

See you!

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Escrito Por maria lucaroni

Cidadania Italiana

Lifestyle julho 18, 2017

De quando comecei com o blog já pensava nesse post, mas preferi esperar até organizar todos os meus documentos. E sim, só consegui essa façanha 13 meses depois. Semana passada finalmente peguei meu passaporte italiano e estou ok com toda a minha documentação. Então vamos lá…

Eu recebo muitas dúvidas a respeito de processos de cidadania e documentos necessários, e infelizmente não consigo ajudar muito. Eu não tenho essas informações pelo fato de que eu não passei por esse processo. O meu caso foi mais “simples” um pouco. Meu avô materno era italiano e automaticamente o direito da cidadania passou para a minha mãe, que passou para mim. Eu nasci cidadã italiana. Então não precisei solicitar o direito a cidadania. O que eu sei é que mesmo assim, não foi nada fácil conseguir concluir minha documentação.

Tudo começou quando eu cheguei na Itália em maio de 2016 e dei início na saga para fazer minha identidade. Meu avô nasceu em Gubbio, na região da Umbria, e teoricamente eu deveria estar registrada na Comune de Gubbio, na pasta do meu avô junto com a minha mãe e tios. Mas não! Eu não estava. Fui questionada se eu realmente seria cidadã, sendo que desde os 18 anos eu recebia no Brasil as cédulas de votação. Fui várias vezes a Gubbio e nada. Ninguém me achava no sistema. Até que depois de muito custo, descobri que eu como cidadã italiana residente no exterior estaria registrada na Comune de Roma Capital. Depois de um certo ano, que não sei dizer qual, todo os cidadãos italianos residentes no exterior passou a ser registrado em Roma Capital. O problema é que nem eles sabiam disso.

Então fui para Roma, achando que minha vida estava resolvida. Mas não! O buraco era mais embaixo. rs. Vi muita gente chegar no guichê para ser atendido e ser muito mal atendido, mandado embora, sair gritando, com raiva, e até chorando. Como bons italianos do sangue quente, os ineficientes funcionários públicos não seriam diferente. Confesso que fiquei assustada. Perdi a conta de quantas vezes fui em Roma, quantas vezes contei a minha história e quantas vezes fui e voltei sem consegui resolver nada. Acho que passei por todos os departamentos daquela Comune. No final das contas, muita gente já me conhecia. hahaha

Depois dessa saga de gritos e incertezas, me acharam no sistema. Mas tinha um problema. Na hora da minha transcrição Brasil – Itália, a abençoada da pessoas que abrir meu registro, me transcreveu só com o meu sobrenome paterno. Que não é o meu sobrenome italiano. O problema não era esse, porque na Itália o sobrenome que prevalece é o paterno. Ok! Mas no meu caso, essa pessoa se esqueceu de fazer uma observação no meu “Ato di nascita”. Que de acordo com a lei fulana de tal, número de tal a tal, (que prevalece o sobrenome do pai), eu Maria Elisa Lucaroni Vilela, em território italiano seria apenas Maria Elisa Vilela. Era só isso! Mas não, ela me registrou direto como Maria Elisa Vilela sem nenhuma observação nem nada. Fui fazer minha identidade e em todos os meus documentos, até então brasileiros, apresentavam os meus dois sobrenomes. Recebi aos gritos a informação de que eu não era eu. No Brasil eu era uma pessoa e na Itália era outra, e teria que provar para eles que eu, era eu. Confuso né!? Eu que o diga. Quanto estresse! Meu Deus! Foi uma verdadeira saga.

Se engana que pensa que eu fiquei calada. Aprendi a gritar como eles! E o que me deixava em choque é que o primeiro contato dos funcionários públicos italianos é sempre com falta de educação. São grosseiros. Não te dão atenção e se não sabem resolver seu caso, simplesmente gritam com você e te manda embora. Mas se você grita mais alto, bate na mesa, e devolve as grosserias, eles resolvem seu problema. Procuram ajuda, ligam pra um, pra outro, te tratam melhor. Dá para entender um povo desse?? Foi então que comecei a resolver a minha vida. Tive que abrir vários processos, e não davam e nada. Até quando Deus colocou um anjo no meu caminho. Conheci um dos supervisores de um departamento, que não só abraçou a minha causa como me ajudou a resolve-la. E eu só conheci ele graças a uns gritos que eu dei, depois de me dizerem que eles não poderia fazer nada. Sendo que o erro foi deles.

Descobri que isso acontece muito. Transcrições erradas, documentos e registros perdidos. E que em muitos casos os italianos que foram para o Brasil no cenário da Segunda Guerra Mundial, mudavam os nomes, sobrenomes, escritas, ai já viu né!? Chega na Itália nada bate e a luta parece não ter fim. Se você que o Brasil é bagunçado, eu acho que somos apenas aprendizes da Itália. Misericórdia! E o tanto de gente que tem dentro das repartições que não fazem ideia do que realmente deveriam fazer. É um sentimento de impotência tão grande, que só quem vive isso consegue entender.

Consegui fazer a minha primeira identidade, que é de papel, com o endereço do Brasil, sem o sobrenome italiano. Para depois entrar com o pedido para fixar residência, fazer o “Codice Fiscale”, “Tessera Sanitária”, para 4 meses depois, conseguir fazer a identidade eletrônica, que possui todos esses dados. Depois disso, tive que entrar com um pedido para voltarem o meu sobrenome materno, ou simplesmente emitirem uma carta documento, em que comprovariam que, eu Maria Elisa Lucaroni Vilela e Maria Elisa Vilela, era a mesma pessoa. E foi o que eles fizeram. Negaram o meu pedido de voltar o meu sobrenome Lucaroni, e emitiram a carta comprovando que eu, sou eu. É mole? E lá se foram mais meses. Só então que eu pude solicitar o meu passaporte italiano.

E lá se foram 13 meses. Esse post pode não ser tão útil quanto você esperava. Mas a minha intenção é te dizer para que não desista. É desanimador mesmo. Mas resista. Seja firme. Grite. Chore. Não aceite um não tem jeito, e ok. Não! Tem jeito sim! Exija soluções! Prazos! Mande emails, ligue, vai atrás. Eu quase desisti, mas fiquei firme. E aqui estou, documentada e usufruindo dos meus direitos como cidadã européia que sou. E não vou parar por aqui não. Quero meu sobrenome italiano de volta sim! É horrível você passar a vida toda escrevendo seu nome completo, e do nada você não poder usá-lo mais. Isso mexe com o psicológico da gente! Rs.

A Itália é uma bagunça danada, burocráticos e estúpidos. Mas é um país maravilhoso e acolhedor. Ahhh o calor dos italianos! Só perdem para nós brasileiros. Itália está não só no meu sangue, como já faz parte de mim. Agora sim posso dizer que sou “ítalo-brasiliana”.

Beijos de luz,

Maria.

 

 

 

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Escrito Por maria lucaroni
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