Ilha de Malta

Viagens fevereiro 18, 2017

Quando cheguei na Itália, gostaria de ter escrito mais. Não de lugares ou coisas, mas dos sentimentos que senti. De como me senti a cada descoberta ou desafio. Hoje fazem 7 dias que me mudei para Malta para estudar inglês. E mesmo com 9 meses fora de casa, o mix de sentimentos continua. Mas se me pedirem para resumir Malta em uma palavra seria liberdade. O medo do novo é inevitável. A final de contas tudo que é novo é incerto. Mas nunca foquei nesse lado. Quando me perguntam se eu não sinto falta de casa ou se não tenho vontade de voltar, respondo não e as pessoas se assustam. Mas se estar aqui é algo que eu quero, por que querer voltar? Hoje tenho total consciência de que sou outra pessoa. Vivo buscando ser uma pessoa melhor a cada dia. Vivendo o hoje, sem esquecer de onde vim, mas sempre de olho no amanhã. Sendo assim, te convido a desvendar e descobrir as belezas de Malta. Esse paraíso no meio do mar Mediterrâneo. Mas primeiro vamos conhecer um pouco da história de Malta…

Com registros de habitação de 5200 a.C., a ilha de Malta tem uma história bastante turbulenta de invasões e domínios. Gregos, romanos, árabes, Grã-Bretanha e Napoleão Bonaparte deixaram suas marcas no território de maltês, até que conseguissem independência no século XX. Segundo achados arqueológicos, existiu na ilha uma civilização pré-histórica megalítica, com templos e decorações esculpidas que evocam a deusa mãe, patrimônio da humanidade desde 1980.

As primeiras ocupações foram em meados de 1000 a.C. pelos de fenícios, que a batizaram de Malat (refúgio seguro), em 736 a.C. foi a vez dos gregos e em seguida passou a ser domínio dos cartagineses. Em 218 a.C. foi anexada pelos romanos e passou a ser chamada Melita. De acordo com o livro Atos dos Apóstolos, no ano 60 da era cristã, São Paulo naufragou e chegou até a costa maltesa, promovendo a conversão de seus habitantes ao Cristianismo.

Em 395 d.C. com a divisão do Império Romano, o leste da ilha passou a ser domínio de Constantinopla, quando em 870 foi conquistada pelos árabes muçulmanos. Que influenciaram no idioma e cultura da ilha, convertendo ao islamismo. Em 1090, a Sicília conquista Malta e a submete ao domínio do Reino da Sicília (Itália) até o século XVI, surgindo a nobreza maltesa presente até os dias de hoje. Depois de anexada a Sicília e voltar a ser cristã, a ilha é invadida mais uma vez pelos muçulmanos. Em 1245 Malta passa a ser domínio da Espanha, depois de unir forças com a Sicília e expulsar os muçulmanos do território maltês, e em 1518 é concedida aos cavaleiros de Rodes.

Em 1530, a Espanha cede a ilha para a Ordem Hospitalar de São João de Jerusalém, uma ordem religiosa e militar da igreja católica, que governaram a ilha até o século XIX. Em 1798, Napoleão Bonaparte deu as caras e tomou a ilha. Em 1800, a ilha foi transformada em uma base militar. Em 1814, como parte do Tratado de Paris, Malta passa a ser oficialmente território e colônia do império Britânico e passa a ser usada como porto de escala e quartel geral da frota britânica até meados de 1930, exercendo fundamental importância na Segunda Guerra Mundial (1940-43) devido a sua proximidade às linhas de navegação e pela coragem do seu povo, que resistiu ao assédio de alemães e italianos. Malta se torna um território independente em 21 de setembro de 1964 e se torna membro das Nações Unidas. Porém manteve aliança com o Reino Unido e tinha a Rainha Elizabeth II como soberana e um governador geral exercia autoridade executiva em seu nome. Teoricamente a independência foi só pra inglês ver mesmo. Mas em 1979, Malta rompe a aliança e os britânicos evacuam a base militar deixam o território maltês após 179 anos na ilha.

Conhecer a história do lugar é fundamental para intender mais a cultura e costumes do lugar. Depois de tantas invasões e conflitos, finalmente independente, o povo maltês sofre com brigas de poder entre partidos Trabalhista e Nacionalista. Em 1 de maio de 2004 Malta integra formalmente a União Europeia.

Malta possui uma extensão de 316 km², tornando um dos menores países da Europa, mas com a terceira maior densidade demográfica do continente. A língua oficial é o maltês e o inglês a cooficial. Devido ao domínio italiano,  é possível que entre pessoas que falem italiano, principalmente os mais velhos. Malta produz só 20% das reservas alimentares que consome, a água potável é limita e não possui nenhuma fonte de energia doméstica. Devido ao limitado território, o país não tem espaço para a agricultura e depende de importações. As principais fontes de rendimento são as manufaturas eletrônica e têxtil, além do turismo exercer um papel importantíssimo na economia do país. As principais industrias da ilha são alimentícia, eletrônica, naval, calçadista, têxtil e pesqueira. Além de possuir um comercio de alto nível como joalherias, bancos, restaurantes e cassinos.

Pra quem veio da Itália, e está tudo parado, Malta está bombando. Uma coisa que me surpreendeu, foi a quantidade de construção. Aqui não tem crise na construção civil não. Muito menos no setor imobiliário. Vários prédios com projetos grandiosos sendo construídos. O comércio é sempre cheio e os turistas gastando sem medo de ser feliz. Espero que esse post não tenha ficado exaustivo, mas era necessário. Como falei no início, vim para Malta em um intercâmbio de inglês e mais pra frente farei um post contando os detalhes com dicas e contatos.

Welcome to Malta! (Bem vindo a Malta!)

Bye bye

2 Comentários
Escrito Por maria lucaroni

2 Comentários em Ilha de Malta

  1. Helena Lucaroni em 19/02/2017

    Que lugar lindo Maria Elisa!

  2. Livia Lucaroni em 26/02/2017

    Mas tb com esse visual incrível como não querer Malta p si…rsssss
    As fotos estão lindas!!!☀️

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