Morar em Amsterdam

Lifestyle julho 01, 2017

Pensou que eu tinha desistido né!? Não mesmo! Depois de alguns contratempos, cá estamos novamente. E a partir desses contratempos, surgiu a ideia desse post. Como todos sabem, não sou obrigada a nada e a verdade é o que me move. Então senta que lá vem história!

Quando decidi me mudar para Amsterdam, minha motivação foi o inglês. Já que aqui tem o segundo melhor inglês falado na Europa. Então fiz inúmeras pesquisas e procurei falar com pessoas que já moravam aqui ou já haviam morado. O que acontece é que por mais que as pessoas te contam um pouco da realidade do lugar, te dão dicas e tudo mais, ninguém conta tudo. É muito raro alguém te falar as reais dificuldades do lugar. Os perrengues e lutas. A maioria prefere focar nas coisas lindas e maravilhosas e eu nunca vou entender essa linha de pensamento.

Bom, o que eu quero dizer é que se eu soubesse realmente como seria a realidade holandesa, não teria vindo. Podemos resumir a Holanda em uma palavra, burocracia. Sério, é surreal isso daqui. Eu que tenho cidadania italiana e como cidadã europeia me vi travada em um lugar cheio de “regras” e imposições que não fazem sentido algum.

Vou dividir o post em tópicos e espero do fundo do meu coração te ajudar a sanar as suas dúvidas. E por favor, não me veja como uma pessoa negativa ou pessimista! A minha intenção é ser verdadeira. É te contar tudo aquilo que eu gostaria de ter sabido antes de me mudar ou até mesmo decidir vir para Amsterdam. Bora?!

MORADIA

Vamos começar por moradia. Que é indispensável e não deixa de ser o primeiro item que você precisa quando chega em um lugar novo. Quando cheguei, aluguei um quarto enquanto procurava apartamento. Paguei 30 euros a diária, e acredite, foi o mais barato que achei. Só não imaginava que seria tão difícil achar lugar para morar. E não é exagero. Simplesmente não tem! A demanda é muito grande e por Amsterdam ser uma cidade planejada, acaba se limitando na quantidade de imóveis dentro do anel central do plano piloto. Perdi as contas de quantos apartamentos, casas e quartos eu visitei na primeira semana. Conheci várias pessoas, fiz amigos e contatos. Gente do bem e gente mala. E isso é o que mais tem. Pessoas sem escrúpulos que se aproveitam da falta de informação inicial e da confiança de pessoas e dão golpes. E o mais triste, é que existem muitos brasileiros nesse ramo dos golpes. Todo cuidado é pouco!

Enfim, consegui um apartamento! Sempre me senti abençoada e a cada dia que passa isso se confirma na minha vida. Quando falo que encontrei um apartamento em uma semana, ninguém acredita. Tem gente que fica meses procurando e não encontram nada. E realmente, o meu foi um achado. Não é enorme, porém suficiente. O aluguel aqui é caríssimo e quando você aluga, tem que pagar de cara 3 vezes o valor mensal. (1x vai para o primeiro aluguel, 1x para o depósito e 1x de comissão da corretagem). Sim, é um absurdo. Eu pago 1.100 euros por mês em um apartamento de aproximadamente 50 m² de um quarto. A minha sorte é que divido com uma prima, se não era sem chances. Um apartamento de 2 quartos sai por uns 1.600 euros. Eu acho muito caro. Para quem vive de salário, é bem complicado.

Depois dessa luta, tem um tal de registro residencial. Que você vai precisar dele se for ficar mais do que 4 meses por aqui. E esse registro não está ligado ao contrato imobiliário não viu!? Tem muita gente que confunde isso, e acha que o contrato de aluguel já vale. Não! Você precisa ir na prefeitura agendar um horário, e o proprietário do imóvel deve estar ciente e autorizar o seu registro. A partir daí, você passa a pagar uma taxa anual, para a coleta de lixo e outros. O problema é que esse registro já virou uma máfia. Tem gente que cobra por mês para te registrar. Por exemplo, você aluga um apartamento, e não pode registrar porque o último inquilino está registrado, se mudou, e para não perder o registro continua pagando um valor mensal para o dono. Capitalismo puro! rs.

CUSTO DE VIDA

Com base no aluguel, o custo de vida não seria diferente. Não é dos mais baratos não! Mas esse negócio de custo de vida, é muito relativo. Em relação à alimentação, depende muito dos seus hábitos e costumes. O que você come, os lugares que você frequenta, etc. Mas de um modo bem geral, até que comida aqui não é muito caro não. Da pra comer bem gastando pouco. Quando eu morava em Malta, carne lá era um absurdo, e muitos diziam que não dava para comer carne todos os dias da semana. Aqui você acha 1 kg de picanha por 10 euros. Tem muitas opções! Várias redes de supermercado e o Lidl, é sem dúvida o mais barato para fazer as compras do mês. Tipo cesta básica mesmo. Só não tem muitas opções de marcas. A essas miudezas é tranquilo! Aqui tem feiras espalhadas por toda a cidade e funcionam todos os dias das 9:00 as 17:00hs, e tem de tudo. Frutas, verduras, legumes, queijos, flores, peixes, utensílios, roupas, sapatos, comidas em geral. É bem legal! Os preços são ótimos e é tudo fresquinho.

Eu acho o transporte público um absurdo de caro. A Holanda de modo geral é um país sustentável e super preocupado com o meio ambiente. Isso não deixa de ser uma consequência. Um estimo (ou imposição, vai saber!) para as pessoas aderirem ao uso da bicicleta. Aqui você tem várias opções de transporte. Ônibus, metro, tram e trem. O tram, são aquele “bondinhos” que andam nos trilhos na rua, e é o mais comum. Você consegue usar o mesmo ticket no bus, metro e tram. Só no trem que o valor é outro e um ticket especial. Agora uma informação, que será muito útil. Tem um cartão que você faz, de frente estação central na GVB tickets & Info (é uma casinha branca ao lado do canal, escrito de azul), ele custa 7,5€ e funciona com um sistema de recarga, tudo feito na estação central. Sempre que você entra no transporte, faz o check-in, e na saída tem que fazer check-out também, nessa hora ele te mostra quanto custou a sua viagem e quanto você ainda tem de crédito. E o valor vai depender de quantos pontos você andou. Cada ponto tem seu valor. Mas não vai passar de 2 euros. Sem esse cartão, cada bilhete custa 2,90€ e vale por 1 hora. O negócio é comprar um bicicletinha e ser feliz. hahaha Você vai gastar aproximadamente 80 euros em uma bicicleta usada, e o valor final vai depender dos acessórios que você for colocando. A vantagem da bicicleta, além de dos benefícios com a saúde e “não pagar”, é o tempo que você ganha. Um trajeto que de tram você gasta 40 minutos, de bicicleta gasta 18 minutos. As ciclovias cortam caminho e são super conservadas.

Amsterdam é uma cidade extremamente cultural e o que não falta é opção de lazer e programas para fazer nos dias livres. Se tiver sol, um pique-nique ou um  churrasco no parque é uma ótima ideia e é grátis. De resto, tudo é pago. Os bilhetes são sempre em torno de 12 a 20 euros, dependendo do tipo de passeio. Os restaurantes e bares a mesma coisa. Muitas opções e comidas do mundo todo reunidos no mesmo lugar. É até difícil escolher. Em média uma refeição nesses lugares, comuns, custam em média 20 euros por pessoa. Claro que a relatividade entra aqui também. Tudo vai depender do que você comer, beber e etc. Mas na quebradeira, o negócio é comer em casa e ir pra rua dar uma volta! hahaha

TRABALHO

Acho que esse é o tópico mais buscado. Então vamos lá, porque tem muita informação! Primeiramente, se você não tem nenhuma cidadania européia, sua vida estará bem mais complicada do que o normal. Bem difícil. Como cidadão da comunidade européia, você vai precisar do número do BSN para poder trabalhar, que é como se fosse um CPF holandês, aonde você vai na prefeitura e “declara” ao governo holandês que você está no território. Para fazer esse número, você precisa ir na prefeitura (Gemeente) que fica na Amstel 1, para agendar um horário que pode ter uma fila de uns 20 dias ou mais. Que foi o meu caso, esperei 22 dias na fila. Você vai precisar só de um documento de identificação de cidadão europeu, passaporte ou ID. O BSN possui dois status, o provisório e o definitivo. Mas o número não muda. A diferença é que o provisório você pode permanecer no território holandês por 4 meses sem o registro residencial. Passados os 4 meses, se você não se registrar e mudar o status do BSN, pode estar sujeito a uma multa e punições.

Com o BSN em mão, o próximo passo é abrir uma conta no banco. Já que os pagamentos são todos feitos automaticamente e cai direto na sua conta. E é indispensável que a conta seja holandesa. O banco mais indicado é o ING, que possui as menores taxas, 18 euros por ano. Não precisa declarar nada e você já sai com o cartão provisório em mãos e o definitivo chega na sua casa em até 5 dias. Até aqui estava fácil. Me falaram que mudou uma lei, e a partir de hoje 01/07/17 não será mais possível abrir conta bancária sem o registro residencial. Viu como funcionam as coisas aqui!? É tudo ligado, uma coisa depende da outra. Sem um não faz o outro.. é uma loucura!

Em relação as ofertas de trabalho, é verdade, existem muitas. Até porque até você estar apto e nos conformes da lei para trabalhar é um verdadeira novela. Os salários são relativamente bons e são pagos por hora. Em média, pagam 10 euros por hora. Mas claro que depende do trabalho. Quem tem documentação não fica parado. Tem muita demanda mesmo, principalmente nos setores de serviço que atendem ao turismo. Dei uma pesquisada para tentar entender o porque de tanta burocracia. A conclusão já era esperada. A quantidade de pessoas ilegais na holanda é surreal. Principalmente em Amsterdam. Pessoas que entram no país como turista e não vão embora. São “fantasmas” para o governo, dão despesas e não pagam impostos. Essas pessoas estão principalmente nos setores de limpeza e construção civil. O governo tem fechado de todos os lados para que essas pessoas ilegais se sintam pressionados e deixem a Holanda.

Esse foi o meu resumão das coisas básicas que você precisa saber antes de tomar a decisão de se mudar para Amsterdam sonhando com um futuro melhor. Espero ter sido clara e que esse post tenha te ajudado de alguma forma. Se você ainda tiver alguma dúvida, deixa um comentário aqui no blog mesmo, que responderei o quanto antes. E se você gostou, não deixa de compartilhar com seus migos e curtir a fan page lá no Facebook e Instagram.

Obrigada por me acompanhar e até a próxima!

Beijos de luz, Maria.

 

14 Comentários
Escrito Por maria lucaroni

Amsterdam

Viagens junho 16, 2017

É isso mesmo! Mudei! Mais uma vez! E está longe de ser a última vez. “Mas assim você vai rodar o mundo!” Mas a intenção é essa mesmo! hahaha Então relaxa e vem comigo! Este post além de ser uma transição de ciclos, é também as minhas primeiras impressões de Amsterdam. Sobre os meus primeiros 20 dias na cidade mais badalada e descolada da Holanda. Bora?

“Mas porque Amsterdam?” Bom, em primeiro plano, por conta do inglês. Muitos não sabem mas apesar do idioma oficial ser o holandês, que é uma mistura de inglês e alemão (tenso!), Amsterdam tem o segundo melhor inglês falado da Europa. Depois por vários fatores. Qualidade de vida, civilização, cultura, sustentabilidade, oportunidades de trabalho, sem falar na localização que é maravilhosa e super bem conectada com o resto da Europa. Maconha tem no mundo todo né gente!? As pessoas tem esse pensamento pequeno de que Amsterdam seja só maconha. Sim, a maconha é muito presente aqui. No começo é bem estranho, estar andando e sentir o cheiro. Fede! Depende muito da região. É sempre onde tem muito turista. Essa cidade é muito mais do que isso! Estou muito feliz com a minha decisão de vir pra cá, e acredito que não estou aqui atoa. Tenho certeza que no passar do tempo, você também vai se apaixonar por Amsterdam!

A maior dificuldade que encontrei logo que cheguei, e até pensei que não conseguiria ficar aqui, é o aluguel. Além de ser uma pequena fortuna, não tem muita opção. Fiquei uma semana procurando apartamento, perdi as contas de quantos lugares fui visitar. Estava entrando em pânico quando finalmente encontrei um que atendesse as minhas necessidades e coubesse no meu orçamento. E cá estamos! A demanda é muito grande, o fluxo de pessoas que chegam e saem de Amsterdam é muito grande. Seja por trabalho, estudo e turismo. O centro é planejado e segue um plano piloto. Ou seja, não tem como construir mais. Quanto mais próximo do marco zero, mais caro o metro quadrado. Mas o interessante é sempre ficar dentro do último anel (imaginário) que cerca o centro.

Eu que venho da Itália, que apesar de ter o sangue italiano, falar alto e tudo mais… Tinha ficado um pouco assustada com a grosseria italiana. Gente, sério, estou apaixonada pelos holandeses. (hahaha) Que povo educado. Chega a ser chocante. Falam baixo, extremamente gentis e solícitos. É claro que não podemos generalizar. Aqui também tem muito casca grossa. Mas no geral, são muito educados. Principalmente aqueles que lidam com os turistas, o que é raro quando se trata de Europa. Não adianta, a recepção calorosa é do brasileiro. O europeu é frio! Não tem o jogo de cintura e flexibilidade que o brasileiro tem. Cada dia que passa tenho mais certeza que os gringos se apaixonam pelo Brasil por conta desse nosso calor. Que é único!

Uma coisa que me chamou muita atenção e que muito me agrada é a altura dos holandeses. Aqui é todo mundo alto. Os baixinhos passam apertado. hahaha Acho que a estatura média aqui é de 1.80 m. Eu que tenho 1.74 m acostumada a olhar pra baixo no Brasil, aqui tenho que olhar pra cima a maior parte do tempo! E isso atinge a todos. As medidas da construção civil são completamente fora dos padrões mundiais. As pias são altas, espelhos, prateleiras, armários.

Fiz essas fotos nesses primeiros dias e já vai dar para sentirem um pouco da energia daqui. Apesar de ser uma cidade bem badalada, é de uma paz fora do comum. As coisas acontecem com muita rapidez, o trânsito flui, a locomoção é super fácil e rápida, mas também com muita tranquilidade. E bicicleta gente. Se vier para Amsterdam tem que alugar uma bike. Comprei a minha e é uma delícia o vento no rosto. Sorte que aqui é bem plano. A praticidade da bicicleta é sensacional. Além de não pagar nada, você se exercita e nem vê. Aqui o transporte público é muito caro, para quem anda todos os dias, além de demorar muito. Um trajeto que de bike você gasta 20 minutos, de tram, por exemplo, leva 1 hora. As ciclovias cortam caminho e são organizadíssimas.

É isso, espero que goste desse novo ciclo que iniciamos hoje. Eu, você e o www.marialucaroni.com . Até semana que vem com muita coisa legal e novidades. Vamos descobrir Amsterdam e região juntos!

Beijos de luz!

2 Comentários
Escrito Por maria lucaroni

Top 3: Por do sol maltês

Lifestyle junho 09, 2017

Com esse post me despeço da ilhota. Foram três meses de muito aprendizado e superação. Muitas aventuras e descobertas. E principalmente, muita troca. Tive o privilégio de conhecer muita gente bacana, que vou levar pra vida. Verdadeiros anjos! Disso eu não posso reclamar. Deus tem sido muito generoso comigo. Só coloca gente boa no meu caminho. E para me despedir de Malta o tema não poderia ser outro. A minha hora preferida do dia, o por do sol. Aquela sensação de dever cumprido e desejos de um dia melhor ao amanhecer. Eu sou uma amante do sol e depois que vim para a Europa, nossa ligação ficou ainda mais forte. Nos dias de inverno a melancolia é inevitável. Sol é vida gente!

Depois de contemplar esse momento fantástico em várias partes da ilhota, fiz uma seleção dos meus lugares preferidos. Claro que durante o por do sol a sensação é outra, mas em qualquer hora do dia, recomendo muito dar uma passadinha nesses três lugares.

Dingli Clifts

Na costa sul da ilhota o Dingli Clifts está acima da Blue Grotto e percorre uma boa parte da costa. E está bem próximo de Rabat. O visual é incrível e bem penhasco mesmo. Da um medo, mas uma sensação muito boa. Libertadora. O acesso é um pouco mais difícil mas vale a pena demais. De Valletta você precisa pegar o ônibus X4 para o aeroporto e de lá o 201 que para na beirinha dos Clifts. Da até um medinho durante a viagem. É cada curva! hahaha

Ghajn Tuffieha Bay

É a praia do meio de três praias, e foi a que gostei mais. O por do sol nela, é sensacional. E cada uma das três praias tem a sua personalidade. A primeira é mais família, o mar é mais calmo e com opções de recreação para as crianças. Já a terceira é de nudismo. Eu diria que não é nada família. hahaha Mas o acesso é mais difícil e são poucos que se aventuram. Eu não sabia disso e me assustei com a surpresa. Quando você vai fazer a trilha da pedra, la de cima da pra ver os adeptos do nudismo! Para chegar na Tuffieha Bay, é só pegar o ônibus 44 que para na porta da primeira praia, a Golden Bay. Mas ao invés de virar a direita e descer para a praia, vai reto por uns 15 minutos e chegou. Vale a pena. O panorama é lindíssimo. 

Azure Window

 
A Azure Window se foi, mas o lugar continua mágico. E é bem isso mesmo. Mágico! Indescritível. Se você for em Gozo, não deixe de ir. Para chegar lá, estando em Gozo, é só pegar o ônibus 311 no terminal central de Victoria em direção a Victoria Bay (Dwejra). Se você ainda não me segue no Instagram, corre lá que tem um time lapse do por do sol de Gozo. Fantástico! E a cor da água gente?! O que é aquilo?! O mar é super agitado e venta muito, não esqueça da blusa de frio! Fui muito feliz naquele lugar.. mais do que recomendado.  

E com essas fotos lindas e lugares únicos que me despeço de Malta, com o coração cheio de boas energias. Encerrei um ciclo lindamente e agora parto para uma nova aventura. Que me segue nas redes sociais já deve estar imaginando onde será o meu próximo destino. Fique ligado no blog que logo logo tem muitas novidades bem legais. Que essa nova fase seja ainda melhor, cheia de abundância e bençãos. E que o www.marialucaroni.com alcance cada vez mais pessoas, inspirando e encorajando o aventureiro adormecido dentro de cada um. Beijão e até semana que vem.

See you!

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Escrito Por maria lucaroni
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