Amsterdam

Viagens junho 16, 2017

É isso mesmo! Mudei! Mais uma vez! E está longe de ser a última vez. “Mas assim você vai rodar o mundo!" Mas a intenção é essa mesmo! hahaha Então relaxa e vem comigo! Este post além de ser uma transição de ciclos, é também as minhas primeiras impressões de Amsterdam. Sobre os meus primeiros 20 dias na cidade mais badalada e descolada da Holanda. Bora?

“Mas porque Amsterdam?" Bom, em primeiro plano, por conta do inglês. Muitos não sabem mas apesar do idioma oficial ser o holandês, que é uma mistura de inglês e alemão (tenso!), Amsterdam tem o segundo melhor inglês falado da Europa. Depois por vários fatores. Qualidade de vida, civilização, cultura, sustentabilidade, oportunidades de trabalho, sem falar na localização que é maravilhosa e super bem conectada com o resto da Europa. Maconha tem no mundo todo né gente!? As pessoas tem esse pensamento pequeno de que Amsterdam seja só maconha. Sim, a maconha é muito presente aqui. No começo é bem estranho, estar andando e sentir o cheiro. Fede! Depende muito da região. É sempre onde tem muito turista. Essa cidade é muito mais do que isso! Estou muito feliz com a minha decisão de vir pra cá, e acredito que não estou aqui atoa. Tenho certeza que no passar do tempo, você também vai se apaixonar por Amsterdam!

A maior dificuldade que encontrei logo que cheguei, e até pensei que não conseguiria ficar aqui, é o aluguel. Além de ser uma pequena fortuna, não tem muita opção. Fiquei uma semana procurando apartamento, perdi as contas de quantos lugares fui visitar. Estava entrando em pânico quando finalmente encontrei um que atendesse as minhas necessidades e coubesse no meu orçamento. E cá estamos! A demanda é muito grande, o fluxo de pessoas que chegam e saem de Amsterdam é muito grande. Seja por trabalho, estudo e turismo. O centro é planejado e segue um plano piloto. Ou seja, não tem como construir mais. Quanto mais próximo do marco zero, mais caro o metro quadrado. Mas o interessante é sempre ficar dentro do último anel (imaginário) que cerca o centro.

Eu que venho da Itália, que apesar de ter o sangue italiano, falar alto e tudo mais… Tinha ficado um pouco assustada com a grosseria italiana. Gente, sério, estou apaixonada pelos holandeses. (hahaha) Que povo educado. Chega a ser chocante. Falam baixo, extremamente gentis e solícitos. É claro que não podemos generalizar. Aqui também tem muito casca grossa. Mas no geral, são muito educados. Principalmente aqueles que lidam com os turistas, o que é raro quando se trata de Europa. Não adianta, a recepção calorosa é do brasileiro. O europeu é frio! Não tem o jogo de cintura e flexibilidade que o brasileiro tem. Cada dia que passa tenho mais certeza que os gringos se apaixonam pelo Brasil por conta desse nosso calor. Que é único!

Uma coisa que me chamou muita atenção e que muito me agrada é a altura dos holandeses. Aqui é todo mundo alto. Os baixinhos passam apertado. hahaha Acho que a estatura média aqui é de 1.80 m. Eu que tenho 1.74 m acostumada a olhar pra baixo no Brasil, aqui tenho que olhar pra cima a maior parte do tempo! E isso atinge a todos. As medidas da construção civil são completamente fora dos padrões mundiais. As pias são altas, espelhos, prateleiras, armários.

Fiz essas fotos nesses primeiros dias e já vai dar para sentirem um pouco da energia daqui. Apesar de ser uma cidade bem badalada, é de uma paz fora do comum. As coisas acontecem com muita rapidez, o trânsito flui, a locomoção é super fácil e rápida, mas também com muita tranquilidade. E bicicleta gente. Se vier para Amsterdam tem que alugar uma bike. Comprei a minha e é uma delícia o vento no rosto. Sorte que aqui é bem plano. A praticidade da bicicleta é sensacional. Além de não pagar nada, você se exercita e nem vê. Aqui o transporte público é muito caro, para quem anda todos os dias, além de demorar muito. Um trajeto que de bike você gasta 20 minutos, de tram, por exemplo, leva 1 hora. As ciclovias cortam caminho e são organizadíssimas.

É isso, espero que goste desse novo ciclo que iniciamos hoje. Eu, você e o www.marialucaroni.com . Até semana que vem com muita coisa legal e novidades. Vamos descobrir Amsterdam e região juntos!

Beijos de luz!

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Escrito Por maria lucaroni

Top 3: Por do sol maltês

Lifestyle junho 09, 2017

Com esse post me despeço da ilhota. Foram três meses de muito aprendizado e superação. Muitas aventuras e descobertas. E principalmente, muita troca. Tive o privilégio de conhecer muita gente bacana, que vou levar pra vida. Verdadeiros anjos! Disso eu não posso reclamar. Deus tem sido muito generoso comigo. Só coloca gente boa no meu caminho. E para me despedir de Malta o tema não poderia ser outro. A minha hora preferida do dia, o por do sol. Aquela sensação de dever cumprido e desejos de um dia melhor ao amanhecer. Eu sou uma amante do sol e depois que vim para a Europa, nossa ligação ficou ainda mais forte. Nos dias de inverno a melancolia é inevitável. Sol é vida gente!

Depois de contemplar esse momento fantástico em várias partes da ilhota, fiz uma seleção dos meus lugares preferidos. Claro que durante o por do sol a sensação é outra, mas em qualquer hora do dia, recomendo muito dar uma passadinha nesses três lugares.

Dingli Clifts

Na costa sul da ilhota o Dingli Clifts está acima da Blue Grotto e percorre uma boa parte da costa. E está bem próximo de Rabat. O visual é incrível e bem penhasco mesmo. Da um medo, mas uma sensação muito boa. Libertadora. O acesso é um pouco mais difícil mas vale a pena demais. De Valletta você precisa pegar o ônibus X4 para o aeroporto e de lá o 201 que para na beirinha dos Clifts. Da até um medinho durante a viagem. É cada curva! hahaha

Ghajn Tuffieha Bay

É a praia do meio de três praias, e foi a que gostei mais. O por do sol nela, é sensacional. E cada uma das três praias tem a sua personalidade. A primeira é mais família, o mar é mais calmo e com opções de recreação para as crianças. Já a terceira é de nudismo. Eu diria que não é nada família. hahaha Mas o acesso é mais difícil e são poucos que se aventuram. Eu não sabia disso e me assustei com a surpresa. Quando você vai fazer a trilha da pedra, la de cima da pra ver os adeptos do nudismo! Para chegar na Tuffieha Bay, é só pegar o ônibus 44 que para na porta da primeira praia, a Golden Bay. Mas ao invés de virar a direita e descer para a praia, vai reto por uns 15 minutos e chegou. Vale a pena. O panorama é lindíssimo. 

Azure Window

 
A Azure Window se foi, mas o lugar continua mágico. E é bem isso mesmo. Mágico! Indescritível. Se você for em Gozo, não deixe de ir. Para chegar lá, estando em Gozo, é só pegar o ônibus 311 no terminal central de Victoria em direção a Victoria Bay (Dwejra). Se você ainda não me segue no Instagram, corre lá que tem um time lapse do por do sol de Gozo. Fantástico! E a cor da água gente?! O que é aquilo?! O mar é super agitado e venta muito, não esqueça da blusa de frio! Fui muito feliz naquele lugar.. mais do que recomendado.  

E com essas fotos lindas e lugares únicos que me despeço de Malta, com o coração cheio de boas energias. Encerrei um ciclo lindamente e agora parto para uma nova aventura. Que me segue nas redes sociais já deve estar imaginando onde será o meu próximo destino. Fique ligado no blog que logo logo tem muitas novidades bem legais. Que essa nova fase seja ainda melhor, cheia de abundância e bençãos. E que o www.marialucaroni.com alcance cada vez mais pessoas, inspirando e encorajando o aventureiro adormecido dentro de cada um. Beijão e até semana que vem.

See you!

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Escrito Por maria lucaroni

Cittadella, Gozo

Viagens junho 04, 2017

Dando continuidade ao último post, depois de visitar a Blue Lagoon em Comino, seguimos de lancha para Gozo, a última ilha do arquipélago maltês. Você pode usar o mesmo ticket, ao invés de voltar para Malta. Depois para voltar é só pegar o ferri Gozo – Malta que é 24 horas por 4,65€. Chegando em Gozo, no próprio terminal portuário tem uma parada de ônibus que vai para o terminal central de ônibus na capital da ilha, Victoria. A única dificuldade de deslocamento em Gozo é que as linhas de ônibus não são interligadas e sempre que quiser ir de um ponto a outro precisa voltar para o terminal central. Perde um pouco de tempo, mas possível de ser feito.

A Cittadella fica em Victoria e é uma “cidade castelo” da idade do bronze. O principal símbolo histórico de Gozo, algumas construções permanece intactas e abertas para visitação, como a Catedral da Assunção. Uma fortaleza com vestígios da idade da pedra, Cittadella desenvolveu importante papel em vários momentos na história da ilha de Gozo e Malta. O que de início era uma cidade, foi transformada em castelo no período medieval.

Sinceramente, achei Gozo um lugar muito triste. Apesar de ser bem mais organizada do que Malta, você tem a sensação de que não tem vida ali. É tudo muito cinza e bege. Fica nítido que a administração é outra por ali. Tudo limpo, plantas podadas, tudo em ordem. Essa foi a minha percepção do centro de Gozo. Mas não deixa de ser muito bonito. As região central de Gozo é bem parecida com a de Malta. A falta de chuvas é nítido. Mas em compensação o entorno das ilhas são feitos a pincel. Cada lugar maravilhoso e indescritível.

Reparei que em quase todas as igrejas maltesas tinham dois relógios, um em cada torre, com horários diferentes. Intrigada fui pesquisar. Me disseram que tem era de propósito. Um relógio marcava a hora certa e o outro não, assim os demônios eram confundidos do horário certo e iam embora. Acreditar nisso ou não só depende de você! hahaha

A Cittadella tem um pouco da sensação de Mdina, a cidade do silêncio. Encontramos com algumas pessoas, mas é sempre bem quieto. Sem falar no vento que tem ali. Você consegue percorrer o entorno da cidade por cima das muralhas. E tem uma vista 360 graus de Gozo. É bem bonito.

Se você leu o post “50 fatos sobre Malta” deve ter reparado que o vinho maltês tem o nome de Cittadella e não é por acaso. Não deixe de experimenta-lo é bem gostoso, o branco é o meu preferido. Isso foi um pouco sobre a tão importante e cheia de história Cittadella.

Continue ligado no blog, que semana que vem tem mais passeios e dicas sobre o arquipélago maltês. Até a próxima!

Beijos de luz!

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Escrito Por maria lucaroni
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