Comino e Blue Lagoon

Viagens maio 24, 2017

Comino é a menor ilha do arquipélago maltês e está localizada entre as ilhas de Malta e Gozo. Com uma extensão de 3,5 km² e abriga uma chocante população de 3 pessoas. Isso mesmo. Apenas três seres humaninhos vivem ali. Em um verdadeiro paraíso particular. A informação que eu tinha era que a população era de 4 pessoas. Uma família de 3 pessoas e um jovem aventureiro que largou tudo e foi morar em Comino. Recentemente fiquei sabendo que a população diminuiu, pois a matriarca da família acabou falecendo aos seus 90 anos vividos ali.

Para ir para Comino você tem duas possibilidades. Com um excursão de barco que sai da orla de Sliema, e você pode escolher o tipo de pacote, open bar, open food, dentre outras. Essa brincadeira custa em média 20 euros. Dependendo do seu pacote, é claro. E não vai ser difícil encontrar essas empresas, até porque eles quase te imploram para comprar deles. Se for dar uma volta por Sliema o que você mais vai ouvir vai ser: “Hello, Gozo, Comino, Blue Lagoon?!” É uma loucura. Eu que não sou lá amante dos mares, optei por terra firme. (O quanto deu!) Já que com as excursões o passeio demora umas 2:30hs em alto mar. A segunda opção é ir de ônibus até o Cirkewwa Ferry Terminal e pegar um barco até comino. E foi exatamente isso que eu fiz. Peguei o ônibus número 225 até Tuffieha e depois o 42 até o terminal. Paguei 1,50€ .

Chegando no terminal peguei um barco para Comino que custa inacreditavelmente 10 euros. Sim! Isso tudo. Fiquei revoltada. Com o ticket desse barco você tem a opção de ir e voltar Malta – Comino, ou pode ir para Gozo ao invés de voltar para Malta. Depois para voltar de Gozo tem um navio que funciona 24 horas e custa 4,65€. Optei por ir em Gozo ao invés de voltar. (Esse será o próximo post!)

A viagem é tranquila e divertida. Dependendo da agitação do mar é claro. São 30 minutinhos e você consegue ver as 3 ilhas e ter a certeza de quão pequenas são. Se Malta é uma ilha ao acaso, não tenho palavras para descrever Comino. É um lugar esquecido. Não consegui concluir o porque disso. Comino e Blue Lagoon são daqueles lugares que você vai e tem a certeza que Deus passou por ali. Eu sei que a preservação do lugar é necessária, mas eles poderiam muito bem investir em infra-estrutura sustentável. Até porque o arquipélago vive do turismo. A principal atração de Comino é sem dúvida a Blue Lagoon, mas também oferece um visual fora do comum para quem gosta de caminhar e explorar.

O dia não estava dos mais bonitos. O céu estava nublado e o sol demorou a sair. Mas me fala se esse lugar não é uma pintura!? E eu sem nem me dar conta fui ornando com a paisagem! hahaha Toda essa parte mais clara, que é a Blue Lagoon não é tão funda e o único de chegar na gruta do outro lado é nadando. O que não é difícil. O único problema são as águas vivas que estão por toda a parte. Se você levar um óculos de mergulho, você não vai se arrepender. A queimadura não é das mais doloridas mas os vergões dos tentáculos sobem de imediato. Mas vale muito a pena correr o risco e lavar a alma nessas águas.

Fiz essas fotos com a Gopro e não percebi que tinha ficado gotinhas de água na lente. Mas não muda em nada a beleza desse lugar. O único problema é que a faixa de areia é minúscula e muito disputada. Se você quiser um cantinho de frente para essa lindeza que é a Blue Lagoon, vai ter que se contentar com um espacinho nas pedras.

Como se vê no fundo da foto, fica lotado. Ainda mais no final de semana. Mas acredito que na temporada não importa o dia. Afinal de contas, a Blue Lagoon é um dos destinos mais procurados do Arquipélago. Apesar da infraestrutura deixar a desejar, ainda existe alguma coisa. São 3 ou 4 quiosques de comida e bebida e um banheiro público. Mas não se sinta envergonhado de levar uma matulinha. E água! Eu não sai de casa nenhuma vez sem uma garrafa de água na mochila. Outra coisa que aprendi em Malta foi sempre sair de mochila. Com água, alguma coisa pra comer e uma blusa de frio. O tempo muda de uma hora para outra, e depois que o sol se põe vem uma friaca danada.

E esse foi mais um passeio realizado com muito sucesso e amor no coração na ilhota mais famosa do Mediterrâneo. Fique ligado que semana que vem tem post de Gozo. Não deixe de compartilhar esse post com seus migos e precisando de ajuda, deixa um comentário ou me mande um e-mail, será um prazer poder te ajudar.

Beijos de luz e até a próxima.

See you!

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Escrito Por maria lucaroni

Malta com criança

Lifestyle maio 19, 2017

Logo que cheguei em Malta estranhei a quantidade de crianças na ilhota. Afinal de contas, criança é o que se menos vê na Itália e na Espanha. Já em Malta, você anda trombando com carrinhos de bebê por todo lado. E o que mais achei interessante é que não são só crianças maltesas, são imigrantes. Então fui pesquisar o porque de tantos pais irem com filhos para Malta ou se mudarem para tê-los na ilha.

E o motivo eu já tinha percebido antes, mas não tinha tanta certeza. Segurança. Isso tem que ser falado. Malta é um lugar extremamente seguro. Nunca ouvi ninguém falar de assalto, de alguém que foi abordado na rua a noite ou de qualquer coisa do gênero. Eu com meu instinto brasileiro tinha um pouco de medo de andar na rua sozinha a noite. Sempre com aquela sensação de que tinha alguém me seguindo. Mas na real não tinha nada. Muito difícil que alguém mexa com você na rua. Mas isso não significa que roubos não acontecem. Afinal de contas um lugar que mais da metade da população são turistas, não deveria, mas já era de se esperar. Acredito que estar atento não te fará mal algum.

Algumas pessoas me perguntaram o que Malta tem a oferecer para crianças, já que vemos muitas delas por aqui. Nas minhas andanças, conheci lugares lindos e que a primeira coisa que você pensa é, “aqui é legal para quem tem criança”. Então vamos lá.. É claro que não fui em tudo, já passei da idade e ainda não tenho filhos! hahaha Dos nove lugares que vou indicar aqui, fui em três deles. Alguns eu até queria ir conhecer, mas não consegui ir devido aos períodos de abertura. Mas se você clicar no nome consegue acessar o site oficial do lugar e se informar. Esses nove são os que eu achei mais interessante. E não são restrito apenas a crianças.

Vamos começar pelo Popeye Village, que foi cenário do filme em 1980 estrelado pelo Robin Williams. Hoje o cenário que foi construído especialmente pelo filme é conservado e dedicado as crianças. Com apresentações e programações diversas, no Popeye Village você vai encontrar nosso velho amigo Popeye, Olívia Palito, Brutus e toda a turma. Sem falar no visual que é fantástico. Pagando um taxa você consegue ter acesso a toda a vila e ainda desfrutar desse pedacinho privado do Mediterrâneo. Para chegar lá, você vai precisar pegar o ônibus 101, de Valleta.

Melliha Bay é uma das praias mais tranquilas que visitei. Além de várias mães me confirmarem, que para ir com filhos é a melhor mesmo. Além do mar ser tranquilo é raso. As crianças podem brincar tranquilamente no mar e na faixa de areia. Melliha Bay é uma praia tão família que tem até área para churrasco. Com mesas e churrasqueiras disponíveis para o uso comum. Em relação a beleza do lugar, acho que nem preciso dizer muito né. Para chegar em Melliha Bay você pode pegar o ônibus 41 ou 42. (Em caso de dúvida, consulte o aplicativo de ônibus de Malta, o tallinja).

Pretty Bay foi um achado por acaso. Um dia resolvemos ir para uma praia de areia e perto de casa, então olhamos no mapa e fomos. No escuro mesmo. Sem nem olhar fotos. E foi uma surpresa. Apesar de abrigar um dos maiores portos de Malta, Pretty Bay faz jus ao seu nome, super fofa e organizada. Com uma pracinha e até um parquinho. Acredito que se não fosse o porto, seria umas das praias mais bonitas da ilhota. O mar é super tranquilo e não é tão frequentada. O dia que fui, apesar de ser uma segunda-feira, se via que a maioria eram nativos ou pessoas que moravam ali por perto. Para chegar lá peguei o ônibus 82.

Esses foram os três lugares que pude conhecer. Mas se você está procurando diversão e programas para fazer com seus filhos e para aqueles que mantem a criança interior ativa, eu indicaria esses outros seis lugares que ouvi falar bem e me pareceram ser os mais legais. Claro que existem outras opções. Malta Marine ParkPlaymobil FunparkClassic Car MuseumBird ParkMalta National AquariumSplash and Fun Park. Para chegar em qualquer um desses você pode montar uma rota no próprio aplicativo dos ônibus ou no site oficial de cada um.

Se esse post foi útil para você, compartilha com seus amigos e me conta o que achou! Nos vemos na próxima semana com mais lindezas e dicas dessa ilhota que vem ganhando o coração de tantos brasileiros.

Beijos de luz, see you soon.

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Escrito Por maria lucaroni

Um ano na estrada

Lifestyle maio 12, 2017

E hoje, fazem exatos 365 dias em que deixei meu país tropical em busca de novos ares e horizontes. Novos desafios, experiências e muitos sonhos no coração. O tempo voa não é mesmo!? Olhando para trás, tenho total consciência da minha mudança. Dos dias de luta e superação. De auto-superação. Mas que sou grata por cada um deles. Foram esses dias difíceis que me fizeram quem eu sou hoje. É na dificuldade, nos dias de prova que conhecemos nossos limites e nos tornamos mais fortes.

Em maio do ano passado eu desembarcava na Itália para estudar italiano e morar com a minha família italiana que eu nunca tinha convivido. Vim firme, tentando não me afundar em expectativas e sofrer depois. Mas acho que as expectativas são uma consequência do novo. Logo que desembarquei já queria voltar pra trás. hahaha Percebi que o meu italiano que eu achava que eu tinha, na realidade nunca existiu. Não conseguia me comunicar. Na minha família ninguém fala português e minhas aulas demoraram 20 dias para começar. Foram 20 dias de angústia e muita paciência. Mas depois o fato de ninguém falar português me ajudou muito. Me dediquei ao curso e em 4 meses já falava italiano bem. Hoje meu nível é avançado e recebo elogios, mas ainda não consigo me misturar muito, pelo fato de não ter o acento italiano de verdade, e porque falo devagar, eles falam que o meu acento é doce e simpático. hahaha  Não que isso seja ruim, nunca quis, afinal de contas eu sou brasileira. O dia que ouvi que meu italiano era melhor do que muitos italianos, tudo valeu a pena. Meus esforços não foram em vão.

Acho engraçado como as pessoas reagem ao ficarem sabendo que moro na Europa. Sempre ouço,”Mas você mora na Europa, está reclamando do que?”. Sim, moro na Europa, mas não quer dizer que seja tudo fácil, aliás, não é nada fácil. Sofri muito preconceito e ainda recebo olhares atravessados. São visões e pensamentos completamente diferentes dos nossos. “Mas você é mulher, está fazendo o que aqui?”, “Estudar? Isso é perca de tempo!”, “Viajar o mundo? Volta para a realidade” Foi horrível ouvir isso de início. Mas eu nunca mudei meus objetivos e nem menos pensei em abrir mão de algum. Na verdade mudei sim, os aprimorei.

Estudei, viajei, comi, experimentei, conheci pessoas do mundo todo, fiz grandes amigos. Em um ano de muita intensidade, vivi muito mais do que em tudo na minha vida. Aprendi duas novas línguas (italiano e inglês), conheci três países, dezenas de cidades e centenas de lugares únicos. Lugares que eu nunca imaginei conhecer, alguns até nem sabia que existia. E eu tenho certeza que esse é só o começo da minha jornada desse lado de cá. Sou muito grata a Deus por me possibilitar viver tudo isso e sempre me surpreender com muito mais do que eu possa sonhar ou pedir. E a minha família que sempre esteve do meu lado me apoiando e me mantendo firme. Aprendi a dar mais valor nas pequenas coisas. Nos momentos, nas pessoas e não nos lugares. Os lugares são consequência. Hoje tenho consciência de que aprendi a ser mais humana, a me colocar mais no lugar do próximo. Vivo buscando ser uma pessoa melhor a cada dia. Vivendo e contemplando um dia de cada vez.

Há um tempo atrás conversando com uma amiga que também mora na Europa, comentamos o quanto as pessoas se enganam ao pensar que a vida no exterior é um mar de rosas. Não é! De tudo que eu já falei, ainda tem as diferenças de clima, de humor e alguns costumes muito difíceis de entender. Mas que nós temos que respeitar. Afinal de contas nós é que somos os “intrusos”. O mínimo que podemos fazer é nos adequar a eles. Mas sem perder nossos valores e identidade. E é isso que me motiva com o blog. Sempre que termino de escrever um post, fico receosa de ser mal interpretada de passar uma ideia pejorativa ou pessimista. E essa nunca foi a minha intenção. Sempre fui a crítica da turma, mas com muita verdade. Não gosto de ser enganada e não quero que outras pessoas passem pelo mesmo que passei por falta de informação suficiente.

Quero que você, meu leitor, conheça o mundo junto comigo. O meu mundo, na minha versão, com o meu olhar. E te garanto muita verdade! hahaha Hoje em dia tem muita gente produzindo o mesmo conteúdo, tudo muito genérico e superficial. Sair de casa não é fácil. Deixar seu país, enfrentar e desvendar o novo. Culturas, crenças, costumes. Muitos preferem mostrar só as coisas boas. E eu não discordo disso. Mas não será o meu caso. Para você que acha a minha visão pessimista, entenda que eu estou apenas querendo te preparar para o que você vai encontrar. Quero facilitar a sua vida e/ou viagem e não te desestimular. Quero fazer por você o que ninguém fez por mim.

Aprendi que os maiores obstáculos são criados por nos mesmos. Menosprezamos nossos sonhos e não acreditamos e nós mesmos. Com tudo isso que vivi até hoje, aprendi a ser ainda mais positiva. Acreditar que vai dar certo sim. Que eu mereço sim. E principalmente, que as frustrações alheias não me atinjam. Não me permito desanimar por opiniões diversas as minhas. O sol é para todo mundo, mas você tem que querer que ele brilhe na sua vida. Fica aqui o meu apoio a você que está na dúvida, só te falo uma coisa, VAI! Vai que o medo é consequência, e ele só te domina se você permitir. Vai que o mundo é seu e ele está só te esperando. O tempo está passando e não temos tempos para nos arrepender do que não fizemos por falta de coragem.

Um ano na estrada e é só o começo de tudo o que ainda está por vir! Se você chegou até aqui é porque de alguma forma se interessa nos meus textos e opiniões. A você, o meu muito obrigada!

Até a próxima, um abraço,

Maria.

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Escrito Por maria lucaroni
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