Um ano na estrada

Lifestyle maio 12, 2017

E hoje, fazem exatos 365 dias em que deixei meu país tropical em busca de novos ares e horizontes. Novos desafios, experiências e muitos sonhos no coração. O tempo voa não é mesmo!? Olhando para trás, tenho total consciência da minha mudança. Dos dias de luta e superação. De auto-superação. Mas que sou grata por cada um deles. Foram esses dias difíceis que me fizeram quem eu sou hoje. É na dificuldade, nos dias de prova que conhecemos nossos limites e nos tornamos mais fortes.

Em maio do ano passado eu desembarcava na Itália para estudar italiano e morar com a minha família italiana que eu nunca tinha convivido. Vim firme, tentando não me afundar em expectativas e sofrer depois. Mas acho que as expectativas são uma consequência do novo. Logo que desembarquei já queria voltar pra trás. hahaha Percebi que o meu italiano que eu achava que eu tinha, na realidade nunca existiu. Não conseguia me comunicar. Na minha família ninguém fala português e minhas aulas demoraram 20 dias para começar. Foram 20 dias de angústia e muita paciência. Mas depois o fato de ninguém falar português me ajudou muito. Me dediquei ao curso e em 4 meses já falava italiano bem. Hoje meu nível é avançado e recebo elogios, mas ainda não consigo me misturar muito, pelo fato de não ter o acento italiano de verdade, e porque falo devagar, eles falam que o meu acento é doce e simpático. hahaha  Não que isso seja ruim, nunca quis, afinal de contas eu sou brasileira. O dia que ouvi que meu italiano era melhor do que muitos italianos, tudo valeu a pena. Meus esforços não foram em vão.

Acho engraçado como as pessoas reagem ao ficarem sabendo que moro na Europa. Sempre ouço,”Mas você mora na Europa, está reclamando do que?”. Sim, moro na Europa, mas não quer dizer que seja tudo fácil, aliás, não é nada fácil. Sofri muito preconceito e ainda recebo olhares atravessados. São visões e pensamentos completamente diferentes dos nossos. “Mas você é mulher, está fazendo o que aqui?”, “Estudar? Isso é perca de tempo!”, “Viajar o mundo? Volta para a realidade” Foi horrível ouvir isso de início. Mas eu nunca mudei meus objetivos e nem menos pensei em abrir mão de algum. Na verdade mudei sim, os aprimorei.

Estudei, viajei, comi, experimentei, conheci pessoas do mundo todo, fiz grandes amigos. Em um ano de muita intensidade, vivi muito mais do que em tudo na minha vida. Aprendi duas novas línguas (italiano e inglês), conheci três países, dezenas de cidades e centenas de lugares únicos. Lugares que eu nunca imaginei conhecer, alguns até nem sabia que existia. E eu tenho certeza que esse é só o começo da minha jornada desse lado de cá. Sou muito grata a Deus por me possibilitar viver tudo isso e sempre me surpreender com muito mais do que eu possa sonhar ou pedir. E a minha família que sempre esteve do meu lado me apoiando e me mantendo firme. Aprendi a dar mais valor nas pequenas coisas. Nos momentos, nas pessoas e não nos lugares. Os lugares são consequência. Hoje tenho consciência de que aprendi a ser mais humana, a me colocar mais no lugar do próximo. Vivo buscando ser uma pessoa melhor a cada dia. Vivendo e contemplando um dia de cada vez.

Há um tempo atrás conversando com uma amiga que também mora na Europa, comentamos o quanto as pessoas se enganam ao pensar que a vida no exterior é um mar de rosas. Não é! De tudo que eu já falei, ainda tem as diferenças de clima, de humor e alguns costumes muito difíceis de entender. Mas que nós temos que respeitar. Afinal de contas nós é que somos os “intrusos”. O mínimo que podemos fazer é nos adequar a eles. Mas sem perder nossos valores e identidade. E é isso que me motiva com o blog. Sempre que termino de escrever um post, fico receosa de ser mal interpretada de passar uma ideia pejorativa ou pessimista. E essa nunca foi a minha intenção. Sempre fui a crítica da turma, mas com muita verdade. Não gosto de ser enganada e não quero que outras pessoas passem pelo mesmo que passei por falta de informação suficiente.

Quero que você, meu leitor, conheça o mundo junto comigo. O meu mundo, na minha versão, com o meu olhar. E te garanto muita verdade! hahaha Hoje em dia tem muita gente produzindo o mesmo conteúdo, tudo muito genérico e superficial. Sair de casa não é fácil. Deixar seu país, enfrentar e desvendar o novo. Culturas, crenças, costumes. Muitos preferem mostrar só as coisas boas. E eu não discordo disso. Mas não será o meu caso. Para você que acha a minha visão pessimista, entenda que eu estou apenas querendo te preparar para o que você vai encontrar. Quero facilitar a sua vida e/ou viagem e não te desestimular. Quero fazer por você o que ninguém fez por mim.

Aprendi que os maiores obstáculos são criados por nos mesmos. Menosprezamos nossos sonhos e não acreditamos e nós mesmos. Com tudo isso que vivi até hoje, aprendi a ser ainda mais positiva. Acreditar que vai dar certo sim. Que eu mereço sim. E principalmente, que as frustrações alheias não me atinjam. Não me permito desanimar por opiniões diversas as minhas. O sol é para todo mundo, mas você tem que querer que ele brilhe na sua vida. Fica aqui o meu apoio a você que está na dúvida, só te falo uma coisa, VAI! Vai que o medo é consequência, e ele só te domina se você permitir. Vai que o mundo é seu e ele está só te esperando. O tempo está passando e não temos tempos para nos arrepender do que não fizemos por falta de coragem.

Um ano na estrada e é só o começo de tudo o que ainda está por vir! Se você chegou até aqui é porque de alguma forma se interessa nos meus textos e opiniões. A você, o meu muito obrigada!

Até a próxima, um abraço,

Maria.

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Escrito Por maria lucaroni

5 lugares para comer bem em Malta

Gastronomia maio 04, 2017

Nesse tempo morando em Malta, tive a oportunidade de conhecer vários restaurantes e um pouco da gastronomia maltesa de um modo geral. Para esse post escolhi os meu 5 lugares que mais gostei e indico para se comer bem com um preço justo. Nesses 5, vamos de restaurante tradicional maltês a comida de rua. Estão prontos? Eu já estou com fome, como sempre! hahaha

Ta’ Kris

Vir para Malta e não provar da culinária maltesa pode ser considerado um pecado capital. Depois de ir em alguns, eu e minha turma de degustadores recebemos indicações e só elogios do Ta’ Kris. Ele fica em Sliema e vale muito a pena o deslocamento de onde é que você esteja em Malta. É um Bistrô Maltês que atende turistas mas que é muito frequentado por nativos, o que não deixa de ser um ótimo sinal. As porções são super fartas, eu diria até exageradas. O carro chefe da casa são os pratos com coelho, que é uma tradição bem forte na ilha. Eles oferecem desde o coelho acompanhado de legumes à pasta fresca com molho de coelho. É muito bom mesmo! A culinária maltesa é bem marcante. Carregada de condimentos e especiarias, recebeu muita influências dos Árabes. O curry, que é um mix de especiarias, é  frequente por aqui. Para jantar no Ta’ Kris a reserva é obrigatória. Eles estão no Facebook e possuem um site também, que tem até o cardápio. Se você não quiser ligar é só mandar in-box no Facebook que eles respondem.

 

Bebbux

Coelho ao vinho tinto

Spaghetti ao molho de coelho

O Bebbux é bem famoso por aqui e os malteses amam. É uma espécie de caramujo bem pequeno e tem que ter paciência pra comer. Eu provei mas particularmente não consegui formar um opinião a respeito! hahaha O coelho ao vinho tinto é muito saboroso. O ponto da carne é perfeito e derrete na boca. Fantástico. O spaghetti tem o mesmo molho do coelho e é bem gostoso também, com massa fresca e ao dente. (Se você não gosta de massa ao dente é importante avisar o garçom na hora que estiver fazendo o pedido).

A carta de doces também não fica para trás. Tem um doce típico de Malta que parece um bolinho de chuva de mel com ricota dentro, é o Helu Malti. Mas tem também petit gateau e mousses do dia.

Il Malti

Uma versão modernizada da culinária maltesa o Il Malti está na orla de Sliema. Recém inaugurado, além de ser um verdadeiro charme na decoração é uma loucura de sabores e qualidade. Quando você come, sente que tudo é fresquinho. Foi lá que eu comi o melhor polvo da minha vida. Sério! Quem vier a Malta tem que ir lá. Pode ser que o atendimento deixe a desejar um pouquinho, mas está dentro do padrão Maltês. (É triste, mas é verdade). Sorria e a vida continua.

 

As abobrinhas receadas com carne moída mista são bem saborosas. Do meu polvo nem preciso falar né!? hahaha O Ravioli de ricota também é muito bom e um opção para os vegetarianos. O spaghetti a marinara é um mix de frutos do mar muito bom também. Logo que cheguei aqui estranhei um pouco os temperos. Muitas vezes achei que faltava sal na comida. Uma coisa que sempre faço é pedir sugestões para os atendentes. Eles geralmente avisam quando o prato é mais para o doce do que para o sal. Sou fiel ao polvo mas tudo é gostoso e eu diria até que barato. As porções são nível Malta, mas nada comparadas com o Ta’ Kris. Vários pratos tem a opção do tamanho menor que seria a entrada, e eu sempre peço o menor e saio feliz e satisfeita e pagando pouco. Eles estão no Facebook e até então não é necessário reservar antes. 

Abobrinha receada

Polvo ao alho e tomate cereja

Spaghetti a marinara

Carne com legumes

Ravioli de ricota

 

The pulled meat company

Em Valletta, esse é classificado como Street food e que te oferece algumas opções bem tradicionais de Malta. Super organizado, um atendimento show de bola sem falar que é uma delícia. Descobri eles em uma promoção que fizeram no Facebook e já quis logo ir provar. Valeu a viagem. Como já diz o nome, o foco é carne. São diversos tipos de pães com a opção de carne de vaca e de porco. Tudo feito na hora e quentinho. Eu comi um dos mais pedidos com carne de porco no pão Maltês. Maravilhoso. A carne de porco esta deliciosa e no ponto. Além de comer muito bem eles ainda oferecem várias opções de cervejas artesanais e ainda te indicam qual harmoniza melhor com o seu pão. Reservas são desnecessárias. É só chegar e desfrutar de um ambiente bem agradável com mesas nas rua do centro da capital maltesa.

Fiquei fã do atendimento desses meninos. Eles deveriam ensinar para os atendentes da ilhota como tratar um cliente. Voltarei sem medo de ser feliz. hahaha

 

Himù

É um restaurante italiano especializado em mozzarella e fica em Gzira. Eles produzem mozzarella de búfala diariamente e fornecem também para vários restaurantes da ilha. Para você que assim como eu pensou que as búfalas eram moradoras da ilha, se enganou. hahaha A fazenda leiteira da Himù fica em Nápoli, na Itália e eles transportam o leite semanalmente. (Não sei dizer precisamente quantas vezes. Mas posso afirmar sobre a produção diária de mozzarella). Eles oferecem várias opções de aperitivos com e sem mozzarella, buratta, paninos, pizzas com a massa feita por eles e na hora. E você tem a opção de pedir pra levar.  É muito bom mesmo. Vale a pena. Além de várias opções de vinhos e cervejas artesanais italianas é claro. E não posso deixar de falar do pão deles! Sensacional. E fresquinho também.

Estão no Facebook e a reserva é necessária. Mas se você preferir só um Happy Hour, não precisa de reserva e vai das 17 às 19hs.

 

Mozzarella de bufala

Bruschetta

 

KuYa Asian Pub

E por último mas não menos importante, a minha primeira experiência Tailandesa. Gente que maravilha de culinária. Um mix de sabores e texturas. Amei. O Kuya está em St. Julians e foi o restaurante que eu mais tive dificuldade em reservar. Eles começaram aqui em Malta em um food truck e mantiveram um pouco desse sistema. O espaço é pequeno com mesas limitadíssimas e está sempre com lotação máxima. Mas quando achei eles no Facebook foi mais fácil e me responderam super rápido. Estava tudo maravilhoso, desde as entradas, prato principal e sobremesas. A culinária Tailandesa é bem diferente do que o nosso paladar está acostumado. Para quem não gosta de agridoce pode encontrar um pouco de dificuldade. Eu que não sou lá muito fã de pimenta sofri um pouco. Mas estava tão bom que mesmo com o nariz escorrendo continuei comendo! hahhaha

 

Frango Tori

Lula empanada

Gyoza

Pad Ka Po – Carne

Steamed cod – Bacalhau

Bang Bang – Frango

O que falar das sobremesas?! Pedimos várias e fizemos uma degustação. A panna cotta é uma especialidade italiana e com a adição do coco ralado ficou ainda melhor. Sticky rice mango é algo inexplicável. Um arroz cozido na água com açúcar e servido com sorvete de coco por cima e cubinhos de manga gelada. Vocês não estão intendendo o que é essa sobremesa. Nunca imaginaria. Quente e frio e várias texturas. Já o Not banofee pie é uma banana gratinada servida com cookies, sorvete de baunilha e calda de caramelo.

Panna cotta com coco

Sticky rice mango

Not banafee pie

Acho que não tem dinheiro melhor investido em viagens do que em comida. Gasto feliz da vida e acho super importante conhecer a culinária do lugar que você visita. Afinal de contas a comida faz parte da história do lugar. Dos costumes e tradições. Esses foram os 5 lugares que eu fui muito feliz em visitar e comi muito bem pagando um preço justo. Aprovo e super recomendo. Se vier a Malta não deixe de experimentá-los. Você não vai se arrepender. E se gostar das minhas dicas não se esqueça de compartilhar com seu amigos.

Um beijo e até semana que vem!

See you!

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Escrito Por maria lucaroni

Adrenalina maltesa

Lifestyle abril 25, 2017

O post de hoje é sobre superação. Acho que não existe um ser mais medroso do que eu. Sério! Sou cagona mesmo. Rs Mas tive a oportunidade de viver um dos momentos mais “adrenalínicos” da minha vida! hahaha Foi tudo meio no susto. Achei um evento no Facebook de um protetor solar que estava lançando uma versão nova e promovendo uma aventura. Zipline de uma rocha a outra em Rabat. Quando vi as fotos pensei, ah! tranquilo! Bora gente! Mobilizei três amigos do meu hostel pra ir comigo. Afinal de contas eu não iria nessa roubada sozinha! hahaha Eles toparam de cara, todos com um espírito aventureiro que eu pouco possuo.

Quando fui fazer a reserva no site travou. Atualizei. Esgotado! Pensei, não acredito! Quando não dá, aí que a gente quer mesmo. rs. Avisei os meninos que podiam ver outro programa para o domingo mas de cara já me disseram, se vira. Liga, manda e-mail, eu quero ir nisso. E foi o que eu fiz. Entrei na página, mandei mensagem implorando por mais 4 vagas, mas implorei mesmo e deixei meu número. Foi rapidinho uma moça me retornou, falando que era possível sim, que poderíamos ir. UhuuullL! Consegui! Quando a euforia passou, já era tarde para desistir.

Esse poderia ser um publi post, mas não é. Fomos tão bem recebidos e tratados, que nem parecia que estávamos em Malta. Preciso compartilhar esse achado! Pegamos um ônibus para Rabat e como não tem transporte público que chegue até o local exato, a moça que me ligou se dispôs a nos dar uma carona de Rabat até lá. Super fofa! Calma que já passo todos os detalhes.

Quando chegamos no local nem parecia ser de verdade de tanta beleza. Por mais que a parte sul da ilha seja bem parecida, cada pedacinho tem a sua beleza. E que beleza! Fizemos nosso cadastro, pagamos e nos equipamos. Ai meu Deus! Que medo!!!

Logo se vê que a equipe MC Adventure é bem preparada. Pensa em um povo tranquilo!? Completamente fora dos padrões malteses. Chegou minha vez e eu fui. Sem nem pensar! Quando o moço me prendeu no cabo de aço e falou, pronto pode ir! Meu coração já tava na minha mão! Falei, “não moço, peraí! Vamos conversar! O que que eu faço!? Seguro ou não!?” Ele com toda a calma me respondeu, vai logo! Se quiser segurar pode, mas não tem necessidade. Então eu fui!!! Que demaaaiis!! Foram os 25 segundos e 150 metros mais longos da minha vida!! Que sensação maravilhosa!! Quero de novo!!!! Quando coloquei o pé no chão, minhas carne estava tremendo. Senti a adrenalina maltesa na pele. Foi surreal! E o visual!? Sensacional.

Eu não poderia guardar esse momento só pra mim!! Esse é o Zipline e paguei 15 euros por muita emoção e adrenalina. Além desse esporte, a MC Adventure oferece vários pacotes e programas. Como climbing, abseiling, biking, trekking, kaiaking e snorkelling em vários pontos da ilha. Com preços ótimos e super flexíveis eles ainda oferecem serviço de transfer. É tudo combinado. Os equipamentos são novos e bem conservados.

Esse é o Andrew, super gente boa e amigo! Conversamos por muito tempo com ele. Explicou sobre os outros esportes que eles realizam e contou que na primavera é a melhor época para vir em Malta, para quem gosta de aventura. Já que o sol não é tão quente quanto no verão. Ele foi tão legal com a gente, que quando descobriu que morávamos perto, nos deu carona! Fiquei fã! E acredite, ele é maltês! Eu perguntei! hahaha

Para quem se interessar, (nem preciso dizer que recomendo né!?) ele estão no Facebook e curtindo a página deles você fica sabendo aonde e quando será o próximo evento. No final do post vou deixar o contato deles para vocês! Se você já estiver em Malta, os próximos eventos de Zipline serão: 29/04/2017 em Rabat (nesse mesmo lugar que eu fui de 150 metros de extensão) e dia 06/05/2017 em Valletta (300 metros e custa 25 euros), ambos começam as 10 da manhã. Se você for em algum desses eventos ou praticar algum outro esporte com a turma do Andrew, conta pra ele que você os descobriu aqui no blog. Pode falar que leu no blog da Maria, que ele vai saber. Tenho certeza que você vai ficar fã deles assim como eu!

E depois de tudo você ainda tem essa vista!!! Simplesmente uma sensação única que vou guardar comigo. No meu Instagram e na página do blog no Facebook, você pode assistir o vídeo que fiz! Ficou show!

Tomara que você tenha sentido um pouco da adrenalina maltesa e se encoraje a fazer o mesmo. Não deixe de compartilhar esse post e o blog! Obrigada por me acompanhar nas minhas aventuras e descobertas! Até o próximo post!

See you!!!

Maria.

 

Andrew Warrington (Guide Leader)

Email: info@mcadventure.com.mt ; Facebook ; Website

Tel: +356 22 060 105 / Cel: +356 9947 0377

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Escrito Por maria lucaroni
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